The discriminatory priviledge of Latin-ness, Part 1 – O privilégio discriminatória de latinidade, Parte 1

The discriminatory priviledge of Latin-ness, Part 1

Question: What type of person comes to your mind when you hear the term Latina? What type of person comes to your mind when you hear the term black? What about Anglo-Saxon? Brazilian? Mexican or Muslim? The origins of this question came to my mind last year when I was listening to a radio program one day and the topic was the infamous GQ magazine that featured basketball player LeBron James and the model Gisele Bundchen.
For those who don’t know, James is American, Bundchen, Brazilian. I listened closely as people called the host of the program and expressed their outrage to an apparent depiction of James and Bundchen as King Kong and the helpless white woman. The cover of the magazine wasn’t what intrigued me. It was the comments of one particular caller. The man was a photographer who had been to Brazil several times and was fascinated with Brazilian women. That was not strange; there are millions of men who are fascinated with Brazilian women. I was surprised at his next comment.

LeBron James and Gisele Bundchen on the cover of Vogue, April 2008

LeBron James e Gisele Bündchen na capa da revista Vogue, abril de 2008

Although most people would look at the Bundchen and see a white woman, the man said that because Bundchen was Brazilian, “technically, she is a woman of color.” WHAT? Gisele Bundchen? A woman of German descent? A woman of color? This American ideology that anyone born south of Texas is a person of color demonstrates how little Americans seem to know about people of other nations. For so many Americans, a person from Latin America is supposed to look like Dezi Arnez, Eric Estrada or Roberto Duran. For many Americans, all of the aforementioned people are Mexicans even though Arnaz was Cuban, Estrada was of Puerto Rican descent, and Duran, Panamanian.

Many Americans don’t seem to realize that Europeans from England, Spain, France, Portugal and the Netherlands colonized the Americas. In other words, regardless of five centuries of racial admixture, and the stereotype of what a Latino looks like, there are millions of people in Latin American countries that look, well….European. And like the United States, after colonization, millions of Europeans from countries such as Italy, Spain and Germany immigrated to countries like Brazil, Argentina and Uruguay. Thus, today in Latin America, there are people who look white, people who look black (due to the Trans-Atlantic Slave Trade), people who look indigenous (due to the Native population) and people who are mix of two or three of these groups.


Desi Arnaz, Eric Estrada, Roberto Duran
This is why it is important to understand that the term “Latino” or “Hispanic” refers to a culture and not a “race”. Because they were all born in Latin American countries, Manny Ramírez (of the Dominican Republic), Evo Morales (of Bolivia), and Gisele Bundchen (of Brasil) are all Latinos even though one appears to be black, another appears to be indigenous and the other white. What I would have liked to tell the caller on that radio program was that, because of the value of whiteness in Latin American countries, and relatively recent European immigration, it is entirely possible that someone like Gisele Bundchen is of purely German ancestry. She just happened to be born in Brazil. In other words, regardless of the American ideology of how a Latino is supposed to look, Gisele Bundchen is and will continue to a white woman no matter where in the world she happens to be.


Manny Ramirez, Evo Morales, Gisele Bündchen


O privilégio discriminatória de latinidade, Parte 1
Questão: Que tipo de pessoa vem a sua mente quando você ouve o termo Latino/a? Que tipo de pessoa que vem a sua mente quando você ouve o termo negro? E o que sobre a anglo-saxão? Brasileira? Mexicano ou muçulmano? As origens desta questão veio à minha mente do ano passado, quando eu estava ouvindo um programa de rádio e a certa dia o tema foi o edição infame da revista GQ que apresentou o jogador de basquete LeBron James eo modelo Gisele Bündchen na capa.
Para quem não sabe, James é americano, Bündchen, brasileira. Ouvi atentamente como pessoas telefonou o apresentador do programa e manifestaram as suas indignaçoes com uma aparente representação de James e Bündchen como King Kong e os indefesos mulher branca. A capa da revista não foi o que me intrigou. Foi o comentário de um certa interlocutor. O homem era um fotógrafo que foi ao Brasil várias vezes e estava fascinado com as mulheres brasileiras. Isso não foi estranho; há milhões de homens que estão fascinados com as mulheres brasileiras. Fiquei surpreendido com o seu próximo comentário.
Embora a maioria das pessoas iria olhar Bündchen e ver uma mulher branca, o homem disse que porque Bündchen é brasileira, “tecnicamente, ela é uma mulher de cor.” O QUÊ? Gisele Bündchen? Uma mulher de ascendência alemã? Uma mulher de cor? Esta ideologia americana que alguém nascido sul de Texas é uma “pessoa de cor” demonstra quanto pouco americanos parecem saber sobre pessoas de outras nações. Para muitos americanos, uma pessoa da América Latina é suposto a aparência de atores Dezi Arnaz e Eric Estrada ou pugilista Roberto Duran. Para muitos americanos, todas as pessoas acima mencionadas são mexicanos, embora Arnaz era cubano, Estrada é porto-riquenho, e Duran, panamenho.
Muitos americanos parecem não perceber que os europeus da Inglaterra, Espanha, França, Portugal e os Países Baixos colonizaram as Américas. Em outras palavras, independentemente de cinco séculos de mistura racial, e do estereótipo da aparência latina, existem milhões de pessoas nos países latino-americanos, que parecem, bem …. Europeia. E como os Estados Unidos, depois da colonização, milhões de europeus de países como Itália, Espanha e Alemanha emigraram para países como Brasil, Argentina e Uruguai. Assim, hoje na América Latina, há pessoas que têm uma aparência branca, pessoas que têm aparência negra (devido ao Comércio Transatlântico de Escravos), pessoas que tem aparência indígena (devido a população nativa) e pessoas que estão a combinação de dois ou três destes grupos.
Por esta razão, é importante compreender que o termo “latino” ou “hispânico” refere-se a uma cultura e não uma “raça”. Porque eles eram todos nascidos em países latino-americanos, Manny Ramírez (da República Dominicana), Evo Morales (da Bolívia), e Gisele Bündchen (do Brasil) são todos latinos, embora um parece ser negro, um outro parece ser indígena e a outra branca. O que eu teria gostado de dizer ao interlocuto do programa de rádio foi que, devido ao valor de brancura nos países da América Latina, e imigração européia relativamente recente, é perfeitamente possível que alguém como Gisele Bündchen é puramente de ascendência alemã. Por acaso ela nasceu no Brasil. Em outras palavras, independentemente da ideologia americana do que um latino parece com, Gisele Bündchen é e continuará ser uma mulher branca não importa onde no mundo ela acontece estar.

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