Renaissance of the blond? She never left! – Renascimento da loira? Ela nem saiu!

In a recent article in The Times, Carolyn Asome mentions that in these times of an economic recession, in the fashion world, one type of model has made an unexpected come back: the blond. Asome writes that a reader “can’t fail to notice” how many platinum haired blonds are featured in recent issues of American Vogue, British Elle and French Vogue magazines. As I have previously written in this blog, magazine covers and fashion runways are a simple way to measure racism in Western societies. Asome writes about the overrepresentation of blonds, but I would argue that the overrepresentation of blonds or brunettes highlight the invisibility of non-whites in media representation. Does anyone question the connection between the preferences of black children for white dolls in a world that overvalues persons of European appearance?

Asome’s article mentions magazines sold in Great Britain, France and United States, but fails to mention the same representations on Brazilian magazine covers. It is perhaps even more disturbing in a country like Brazil where non-whites are now officially the majority. I say “officially” because many scholars and militants of Brazil’s black civil rights movement have believed Afro-Brazilians to be the majority of Brazil’s population for many years. This trend in the “dictatorship of whiteness” remains the standard in all of the aforementioned countries.

One could argue that recently, American Vogue has featured the first lady, Michelle Obama, and singer Beyonce Knowles on their covers. But is this really a change? If Michelle Obama were not the wife of the first black president of the United States, what would be her chances of being on the cover of Vogue? Hillary Clinton was featured on the cover of American Vogue in December of 1998 but she was also the wife of a president at the time. And Beyoncé is arguably of the most popular singers in the world. In other words, in many ways, for blacks to receive the same treatment as whites, they must be extraordinary. Barack Obama himself is an example of this. Take a look at recent issues of Vogue magazine, both the American and the Brazilian editions, and tell me what you see.

Em um recente artigo no The Times, Carolyn Asome menciona que, nestes tempos de uma recessão económica, no mundo da moda, um tipo de modelo fez uma inesperada voltar: a loira. Asome escreveu que um leitor “não pode deixar de notar” quantas mulheres de cabelos loiras platinas são apresentadas nas edições recentes das revistas Vogue americana, Elle britânica e Vogue francesa. Como anteriormente escrito neste blog, capas de revistas e de passarelas de moda são uma forma simples para medir o racismo nas sociedades ocidentais. Asome escreveu sobre a superrepresentação das loiras, mas eu diria que o superrepresentação das loiras e morenas destacar a invisibilidade dos não-brancos em representação de mídia. Alguém vai perguntar se existe a ligação entre as preferências das crianças negras para as bonecos brancos em um mundo que sobrevalorizar pessoas de aparência Europeu?

No artigo Asome menciona revistas vendidas na Grã-Bretanha, França e Estados Unidos, mas não menciona as mesmas representações nas revistas brasileira. É talvez ainda mais perturbado num país como o Brasil, onde não-brancos estão agora oficialmente a maioria. Digo “oficialmente” porque muitos intelectuais e militantes do Movimento Negro acreditavam os afro-brasileiros a ser a maioria da população brasileira há muitos anos. Esta tendência na “ditadura da brancura” continua a ser a norma em todos dos países acima referidos.

Poder-se-ia argumentar que recentemente, Vogue americana tem apresentou a primeira-dama, Michelle Obama, ea cantora Beyonce Knowles nas suas capas. Mas é realmente uma mudança? Se Michelle Obama não foi a esposa do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, o que seria a sua chance de estar na capa da revista Vogue? Hillary Clinton foi na capa da Vogue americana em dezembro de 1998, mas ela também era a esposa de um presidente na época. E Beyoncé é, sem dúvida, uma das cantoras mais populares do mundo. Em outras palavras, em muitos aspectos, para os negros a receber o mesmo tratamento como os brancos, devem ser extraordinário. Barack Obama ele mesmo é um exemplo disto. Olha às edições recentes da revista Vogue, as edições americanas e brasileiras, e me diga o que vê.

at left/à esquerda:
American Vogue/Vogue Americana

At right/ao direito:
Brazilian Vogue/Vogue Brasileira





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