The master/slave mentality in the fashion industry – A mentalidade senhor/escravo na indústria da moda

At left: Brazilian model Jennifer Castro
À esquerda: modelo brasileira Jennifer Castro

At right: American model Dani Evans

Ao direito: Modelo americano Dani Evans
The lack of black models on international runways continues to attract attention and protest. According to a recent study, Afro-Brazilian models at the 2009 São Paulo Fashion Show represented only 2.3% of the models on the runway, clearly below the representation of Afro-Brazilians in the Brazilian population. These numbers are even worse than the representation of black models in the New York Fashion Show of 2009 where they were 7.4% (African-Americans represent 13%of the American population). As it predicted last year, Afro-Brazilians officially became the majority of the Brazilian population this year, representing 49.7% of the population. But white Brazilians continue to dominate the power structure in Brazil, a situation that many of Brazil’s black elite continue to talk about.
One of the main problems in Brazil, as in America, many whites continue to believe that blacks should remain in menial social positions and are often shocked or in disagreement when there are people of color in positions outside of the places that society has reserved for them. For example, recently, Brazilian stylist Gloria Coelho was the center of controversy when she made this comments about the possibility of quotas being implemented to increase the number of Afro-Brazilian models at the Sao Paulo Fashion Show:

Glória Coelho
“In Fashion Week we already have black seamstresses, many of them with hands of gold, making beautiful things, there are black assistants and sellers, why do they have to be on the runway?”

These comments reminded me of a section of the famous Malcolm X autobiography and movie. As the only black child at an elementary school, young Malcolm of dreamed of being a lawyer but his white teacher convinced Malcolm that being a black lawyer was not a possibility for a black man. Instead, the teacher suggested that Malcolm become a carpenter, a job that the teacher obviously felt was more appropriate for a black man. Comments like those made by Coelho are typical of the sentiments of millions of Brazilians who believe Afro-Brazilians belong at the bottom of the social hierarchy. Apparently, for Coelho and the fashion industry, black women still belong in the kitchen, or at least, behind the scenes and out of visibility.
Racism in the fashion industry minimizes the presence of black models on runways in not only São Paulo, but also New York, London, Paris and Milan. Of the more than 100 fashion shows hosted by these cities, more than one third didn’t feature a single black model. Supermodel Naomi Campbell recently commented on the exclusion of black models in the fashion industry. Speaking to the German edition of Glamour magazine, Campbell said this:
“You know, the American president may be black, but as a black woman I am still an exception in this business. I always have to work harder to be treated equally. In the past, there were more opportunities for black models but the trend towards blond women has again become extreme. In magazines, on the catwalk, I see blond, blue-eyed models everywhere.”
So, as the global representation of whiteness as the standard of beauty has obviously not changed, I think the media should erase any serious conversation about the existence of a “post-racial” society.
British model Naomi Campbell
modelo britânica Naomi Campbell
A falta de modelos negros nas pistas internacionais continua a atrair atenção e protesto. De acordo com um estudo recente, modelos afro-brasileiros na São Paulo Fashion Show 2009 representaram apenas 2,3% dos modelos na pista, claramente abaixo da representação dos afro-brasileiros na população brasileira. Esses números são ainda mais pior do que a representação dos negros modelos no New York Fashion Show de 2009 onde foram 7,4% (afro-americanos representam 13% da população americana).Como preveu, no ano passado, afro-brasileiros oficialmente tornou-se a maioria da população brasileira este ano, representando 49,7% da população. Mas brancos brasileiros continuam a dominar a estrutura do poder no Brasil, uma situação que muitos dos elites negros do Brasil continuar a falar.
Um dos principais problemas no Brasil, como na América, muitos brancos continuam a acreditar que negros deve permanecer nos posições sociais baixos e muitas vezes são chocados ou em desacordo quando há pessoas de cor nas posições fora dos lugares que a sociedade tem reservado para eles. Por exemplo, recentemente, estilista brasileira Gloria Coelho era o centro da controvérsia quando ela fez este comentário sobre a possibilidade de quotas ser implementadas para aumentar o número de modelos afro-brasileiros no São Paulo Fashion Show:
“Na Fashion Week já tem muito negro costurando, fazendo modelagem, muitos com mãos de ouro, fazendo coisas lindas, tem negros assistentes, vendedoras, por que têm de estar na passarela?”
Estes comentários me lembrei de uma secção do filme e autobiografia famosa de Malcolm X. Sendo o único negro em uma escola infantil, o jovem Malcolm sonhou em ser um advogado, mas o seu professor branco convencido Malcolm que ser um advogado negro não era uma possibilidade para um homem negro. Em vez disso, o professor sugeriu que Malcolm se tornou um carpinteiro, um emprego que o professor obviamente sentiu foi mais adequado para um homem negro. Comentários como aqueles feitos por Coelho são típicas dos sentimentos de milhões de brasileiros que acreditam que afro-brasileiros pertencem no fundo da hierarquia social. Aparentemente, para Coelho e a indústria da moda, as mulheres negras ainda pertencem na cozinha, ou, pelo menos, nos bastidores e fora de visibilidade.
O racismo na indústria da moda minimiza a presença de modelos negras nas pistas, não só em São Paulo, mas também em Nova Iorque, Londres, Milão e Paris. Dos mais de 100 shows de moda hospedada por estas cidades, mais do que um terceiro não apresentou um único modelo negro. Supermodelo Naomi Campbell comentou recentemente sobre a exclusão dos modelos negras na indústria da moda. Ao falar à edição alemã da revista Glamour, Campbell disse:
“Sabe, o Presidente americano pode ser negro, mas eu, como negra, sou ainda uma excepção nesta indústria. Sempre tive de trabalhar mais para ser tratada ao mesmo nível. No passado, os modelos negros tinham mais chances, mas a tendência de mulheres louras voltou com força. Nas revistas, nas passarelas, eu só vejo louras com olhos azuis.”
Então, como a representação global de brancura como padrão de beleza obviamente não tenha mudou, acho que a mídia deve apagar qualquer conversa séria sobre a existência de uma sociedade “pós-racial”.

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