Happy Birthday, Master Abdias do Nascimento/Feliz Aniversário Mestre Abdias do Nascimento


I remember the day as if it was yesterday. December 24, 1999. I bought a book entitled Africana: The Encyclopedia of the African and African American Experience. The book has more than 2,000 pages and explains the history Africa and its descendants throughout the world. As I turned the pages in this encyclopedia, I noticed something. There were many, many articles in book about the presence of Africans in Brazil. I read about politician Benedita da Silva, musicians Cartola and Pixinguinha, intellectual Lelia Gonzalez, engineer Andre Reboucas and many others. I learned about slavery, racism and race relations in Brazil. I learned that Brazil imported the largest number of African slaves during the Trans-Atlantic Slave Trade. I learned that Brazil has the largest number of black people in the world outside of Nigeria. This was information that I didn’t learn in school. But the most important person that I learned about in the pages of this book was the great Abdias do Nascimento. According to this book, Nascimento is possibly the most complete intellectual of African ancestry in the world. Nascimento is a writer, a painter, a militant of the Black Movement, a politician, an actor and a screenwriter. In the 1930s, Nascimento was a member of one of the first organizations dedicated to the defense of Afro-Brazilians, the Frente Negra Brasileira. In 1944, he created the Black Experimental Theatre to address the absence of Afro-Brazilians in Brazilian theatrical productions. In the 1960s and 1970s, Nascimento went into exile in the USA to escape the repressive Brazilian military dictatorship. He taught at the State University of New York in Buffalo and at the the University of Ife in Nigeria. He returned to Brazil to participate in the founding of the Movimento Negro Unificado in 1978. In the 1990s became a senator and in 2004, he received presidential recognition as “the greatest Brazilian political figure in the fight for black rights and against racism, prejudice and discrimination.” Because of the Africana encyclopedia and two books by Nascimento, I began visiting Brazil in the year 2000. In 2001, I told myself I would meet Mr. Nascimento. In 2003, I met Mr. Nascimento at te 25th anniversary of the Movimento Negro Unificado in Rio de Janeiro. On March 14th, 2009, Mr. Nascimento will be 95 years old. I dedicate this post to the man and his legacy of struggle for the Afro-Brazilian people.
Me lembro do dia como se fosse ontem. 24 de dezembro de 1999. Eu comprei um livro intitulado Africana: The Encyclopedia of the African and African American Experience (A encyclopedia da experiência africana e afro-americana). O livro tem mais de 2000 páginas e explica a história da África e seus descendentes em todo o mundo. Como eu virei as páginas nesta enciclopédia, eu notei uma coisa. Havia muitos, muitos artigos no livro sobre a presença dos africanos no Brasil. Li sobre Benedita da Silva, Cartola, Pixinguinha, Lelia Gonzalez, André Rebouças e tantos outros. Eu aprendi sobre escravidão, racismo e relações raciais no Brasil. Eu aprendi que o Brasil importou o maior número de escravos durante o tráfico transatlântico de escravos. Eu aprendi que o Brasil possui o maior número de pessoas negras no mundo fora da Nigéria. Esta foi informação que eu não aprendi na escola. Mas a pessoa mais importante que eu aprendi sobre nas páginas do livro foi o grande Abdias do Nascimento. De acordo com este livro, Nascimento é possivelmente o mais completo intelectual de ascendência africana no mundo. Nascimento é um escritor, um pintor, um militante do movimento negro, um político, um ator e um roteirista. Na década de 1930, Nascimento foi um membro de uma das primeiras organizações dedicadas à defesa dos afro-brasileiros, a Frente Negra Brasileira. Em 1944, fundou o Teatro Experimental Negro para resolver a ausência de afro-brasileiros em produções teatrais brasileiras. Nas décadas dos anos 1960 e 1970, Nascimento foi para o exílio nos EUA para escapar da repressão da ditadura militar brasileira. Lecionou na Universidade Estadual de Nova York em Buffalo e na Universidade de Ife, na Nigéria. Voltou ao Brasil e participou em 1978 da fundação do Movimento Negro Unificado. Na década de 1990 tornou-se um senador e, em 2004, ele recebeu reconhecimento do presidente como “a maior figura política brasileira na luta por direitos negros contra o racismo, preconceito e discriminação.” Devido à enciclopédia Africana e dois livros de Nascimento, eu comecei a visitar o Brasil no ano de 2000. Em 2001, eu me disse que eu encontraria o Sr. Nascimento. Em 2003, eu encontrei o Sr. Nascimento no 25 º aniversário do Movimento Negro Unificado no Rio de Janeiro. Em 14 de março de 2009, o Sr. Nascimento fará 95 anos. Dedico este postagem ao homem e sua herança de luta para o povo afro-brasileiro.

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