Interracial marriage, part 4/Casamento interracial, parte 4

Sometimes when I express my opinion of interracial relationships, people get the wrong idea. The purpose of writing about this topic is simply to express some things that I have noticed about these types of relationships. As much as people would like to simply say interracial relationships will end racism, the facts proven that this is not true. I have noticed that even when couples get together across the race line, there sometimes still exist power struggles.

For example, many years ago there was a Brazilian soap opera that featured black actress Maria Ceiça as a woman involved in an interracial relationship. Her white husband in the soap opera didn’t want to have children with her because he was scared of the possibility that his children might appear to be black. When the couple finally had a child, in typical Brazilian fashion, the child was born with pale skin and blond hair. This scenario is typical because the racist dream of Brazil’s elite has been to slowly whiten the population at least since the abolition of slavery in 1888.

Other studies reveal that when a child is born in Brazil, many families express the idea that a child is lucky when he or she is born with European features but will have a hard life if he or she is born with features that denote African ancestry. As writer bell hooks has noted, this is typical of African-Americans also. I remember a few years ago, one of my cousins explained the pride she felt when her first daughter was born with light brown skin. On the other hand, she described her second daughter, who was born with darker skin, as a monkey.

As I wrote in my previous post, interracial marriage does not represent the end of racism. For instance, although I haven’t done any official research, several years ago I discovered another clue that there are power struggles within interracial marriages that produce children. Since the mid 1990s, many mixed race men who have white mothers have shared with me the fact that their mothers insist that they don’t date or marry black women. So although a white woman marries or has a child with a black man, some white women apparently think of themselves as being superior to black women.

It is also true that many white parents try to give their mixed race children the priviledge of whiteness in order that their children may be accepted as being better than “regular” black children. I have known several incidents where a biracial child is told by their white parent that when they experience racism, they should tell people that their mother is white.
Many Americans and Brazilians ask why Barack Obama calls himself black instead of mixed race. Obama explained his choice of identity perfectly. Although his mother was a white woman, the world sees him and treats like a black man. Although Brazilians always claim that racism doesn’t exist or occurs far less than in the EUA, the fact is it is dependent upon if the appearance of a mixed race person is closer to Europe or Africa.
In Brazil, because the middle class is overwhelmingly white, when black people achieve middle class status, there are usually very few black people in their neighborhoods or social circles, thus many end up marrying whites. Because of the continuous mixture of middle class blacks with whites, the association of whiteness and wealth and blackness and poverty remains the same. For this reason, many whites claim that the existence interracial marriages signify the inexistence of racism. I disagree. In the middle classes, when blacks marry whites, two or three generations in the future, the appearance of their family becomes white. In my view, this is not the inexistence of racism; it is a situation where whites know that white supremacy and domination will never be challenged by black middle-class ascension.
It is also true that many whites who are married to blacks or other minorities seem to believe that the race issue suddenly disappears simply because they are married to a non-white person. This is one of the main problems that need to be discussed. I have heard many white women complain that when their children choose a black identity or identify with black culture, they (white women) feel as if they don’t exist. My response? The power structures of American and Brazilian societies are dominated by whites. When a white person decides to marry and/or have children with non-white people, he or she should understand that unless his or her child appears to be white, that child will be considered non-white by society. If that white person cannot accept the racial hierarchy, maybe they should not marry and have children with non-whites. The intent should be to destroy racial classification and thus racial hierarchy. If a white person only wants to fight for their particular child to not be classified as black, their true interest is not really racial equality but rather an alteration of the racial hierarchy with “regular” black people remaining on the bottom.

Às vezes quando eu expresso a minha opinião sobre relacionamentos interraciais, as pessoas têm a ideia errada. O propósito de escrever sobre este tópico é simplesmente para expressar algumas coisas que tenho notado sobre esses tipos de relações. Tanto quanto as pessoas gostariam de simplesmente dizer relacionamentos interraciais acabarão o racismo, os fatos provados que isso não é verdade. Tenho notado que mesmo quando pessoas se reúnem no outro lado da linha de raça, ás vezes ainda existem as lutas de poder.

Por exemplo, muitos anos atrás, houve uma novela brasileira que apresentou atriz negra Maria Ceiça como uma mulher envolvida em um relacionamento interracial. Seu marido branco na novela não quer ter filhos com ela porque estava com medo da possibilidade de que seus filhos pareceia ser negro. Finalmente, quando o casal teve um filho, em típica moda brasileira, a criança nasceu com a pele pálida e cabelos loiros. Este cenário é típico porque o sonho racista da elite brasileira tinha sido o lento embranquecimento da população pelo menos desde a abolição da escravidão em 1888.
Outros estudos revelam que quando uma criança nasceu no Brasil, muitas famílias expressa a ideia de que uma criança é sortuda quando ele ou ela nasceu com características Europeias, mas terá uma vida dura se ele ou ela nasceu com características que denotam ascendência africana. Como escritor Bell Hooks notou, isso é típico de afro-americanos também. Eu me lembro há alguns anos, um dos meus primas explicou o orgulho que ela sentiu quando sua primeira filha nasceu com a pele morena clara. No outro lado, ela descreveu sua segunda filha, que nasceu com a pele mais escura, como um macaca.
Como escrevi no meu post anterior, casamento interracial não significa o fim do racismo. Por exemplo, embora eu não tenho feito qualquer pesquisa oficial, alguns anos atrás eu descobri mais uma dica de que existe uma luta de poder dentro dos casamentos interraciais que produzem crianças. Desde meados da década dos 1990, homens mulatos que têm brancas mães têm partilhado comigo o fato que as suas mães insistem que eles não namorar ou casar com as mulheres negras. Assim, embora uma mulher branca casar ou ter um filho/a com um homem negro, algumas mulheres brancas parece pensar de si mesmos como sendo superior às mulheres negras.

Também é verdade que muitos pais brancos tentam dar aos seus filhos mulatos o privilégio de brancura para que seus filhos podem ser aceitados como sendo melhores do que crianças negras “regulares”. Tenho conhecido vários incidentes em que uma criança biracial é contada por sua mãe branca que quando ele/ela vivem racismo, ele/ela deve informar as pessoas de que sua mãe é branca.

Muitos americanos e brasileiros perguntar porque é que Barack Obama se chamar de negro em vez de mestiço. Obama explicou a sua escolha de identidade perfeitamente. Embora sua mãe era uma mulher branca, o mundo vê e trata-lo como um homem negro. Embora os brasileiros sempre afirmam que o racismo não existe, ou que há muito menos no Brasil do que nos EUA, o fato é que é dependente de se a aparência de uma pessoa mestiça é mais perto de Europa ou mais perto de África.

No Brasil, porque a classe média é predominantemente branca, quando os negros atingim a status de classe média, normalmente existem muito poucos negros nos seus bairros ou círculos sociais, assim, muitos acabam por casar com brancos. Devido à contínua mistura de brancos com negros da classe média, a associação de brancura com riqueza e pobreza com negrume continua a ser a mesma. Por esta razão, muitos brancos afirmam que a existência dos casamentos interraciais significar a inexistência do racismo. Eu discordo. Nas classes médias, quando negros casam-se com brancos, dois ou três gerações no futuro, a aparência da suas famílias tornam-se branco. Na minha opinião, esta não é a inexistência de racismo; é uma situação em que brancos sabem que supremacia e dominação branca nunca será desafiado pela ascensão dos negros na classe média.

Também é verdade que muitos brancos que são casadas com negros ou outras minorias parecem acreditar que a questão racial de repente desaparece simplesmente porque eles são casados com pessoas não-brancas. Este é um dos principais problemas que precisa ser discutido. Já ouvi muitas mulheres brancas queixam quando seus filhos/as escolhem uma identidade negra ou identificar-se com cultura negra, elas (as mulheres brancas) sentem como se elas não existem. Minha resposta? A estrutura do poder americano e brasileiro são sociedades dominadas por brancos. Quando uma pessoa branca decide casar-se com e/ou têm filhos com pessoas não-brancas, ele ou ela deve compreender que se o seu filho não parece ser branco, essa criança será considerada não-branca pela sociedade. Se essa pessoa branca não pode aceitar a hierarquia racial, talvez eles não devem casar e ter crianças com não-brancos. A intenção deveria ser a destruir classificação racial e, assim, a hierarquia racial. Se uma pessoa branca só quer lutar para sua especial criança não pode ser classificado como negro, seu verdadeiro interesse não é realmente a igualdade racial, mas sim uma alteração da hierarquia racial com as negras “regulares” permanecendo no fundo.

One Response to “Interracial marriage, part 4/Casamento interracial, parte 4”

  1. The Prospector Says:

    Mr. Marques, as someone in an interracial marriage (13+years), I want to disagree with you. I want to say you are wrong. My wife and I have kept our identities, tackle racism head-on inside and outside our home, and make sure our children have a solid view of themselves so they can challenge white culture’s perception of being “half-as-good” and black folk’s perception of them as being “pretty with good hair”. However Mr. Marques, I am finding that our situation is more and more unusual compared to the other interracial marriages/relationships I know of. Like all of the issues you raise, there are power struggles, prejudice attitudes, and more of a disdain for the “black-side”. I think when allegedly falling-in-love (versus wanting to do what’s taboo) with someone of another race, the people need to analyze their own attitudes about race. At least in North America, this is something that is hardly ever done, and 2 prejudice people getting together certainly does not solve racism, it just exacerbates the problems you outlined.

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