Interracial marriage, part 3/Casamento interracial, parte 3

For the past few days I have written about the contradictions found in Brazilian and American society when the topic is interracial marriage, interracial couples and interracial relationships. In both societies you will find interracial couples that exist despite the disapproval of some in that society. In both societies you will encounter stereotypical myths about black sexuality: black women and black men are both stereotyped as insatiable, promiscuous, hypersexual beings. Black women are associated with big butts and every black man is supposedly well-endowed below the waist.

The problem with these types of stereotypes is that they rob black people of the possibility and necessity of being normal. Ever since the 1933 release of “The Masters and the Slaves” by Brazilian anthropologist Gilberto Freyre, Brazil has promoted the idea that Brazil is a “racial democracy” based partially on the existence of interracial sexual relations. Also in 1933, American journalist and anthropologist James Weldon Johnson expressed the idea that sex was at the root of the race problem in the United States. In both societies, white women, judged to be the standard of womanhood, motherhood, respectability and beauty, were questioned, criticized, degraded and ostracized if they were involved in interracial relationships with black men. In both societies, white men gave themselves unlimited access to the bodies of black women while simultaneously reserving for them the bottom of the social hierarchy.
So how does this history affect the social implications of interracial relationships today? Everything. In Brazil, a country where the vast majority of citizens have some degree of mixed blood, the society still reflects a world in which beauty, power and wealth are associated and represented with and by white or near white people while poverty, ugliness and exclusion are associated and represented by black people of every skin color and hair texture. An example of the American view of interracial sexuality can be understood by simply looking at two film industries: Hollywood, where popular movies are filmed and San Fernando Valley, where pornographic movies are filmed. In Hollywood films, it is difficult, if not impossible, to see a relationship that consists of a black man and a white woman. In porn, films that feature sex between black men and white women are a popular genre. For proof, simply do a google search using the term “interracial” and see how many pornographic sites appear. In other words, sexual relations with blacks are still seen as dirty, taboo and exotic while only “normal” relationships are judged to be decent enough for public consumption.
Para últimos poucos dias, tenho escrito sobre as contradições encontradas nas sociedades brasileira e americana quando o assunto é casamento interracial, casais e relacionamentos interraciais. Em ambas as sociedades se encontrará casais interraciais que existem apesar da desaprovação de alguns na referida sociedade. Em ambas as sociedades se irá encontrar estereotipada mitos sobre sexualidade negra: as mulheres negras e homens negros são ambos estereotipados como seres insaciáveis, promíscuos, hypersexual. As mulheres negras são associados com bundas grandes e tudo homem negro é supostamente bem-dotado abaixo da cintura.

O problema com esses tipos de estereótipos é que eles roubam negros da possibilidade e necessidade de ser normal. Desde o lançamento em 1933 de “Casa-Grande e Senzala” por antropólogo brasileiro Gilberto Freyre, o Brasil tem promovido a ideia de que o Brasil é uma “democracia racial” parcialmente com base na existência de relações sexuais interraciais. Também em 1933, jornalista e antropólogo americano James Weldon Johnson exprimiu a ideia de que o sexo estava na raiz do problema racial nos Estados Unidos. Em ambas as sociedades, as mulheres brancas, julgado ser o padrão do sexo feminino, maternidade, respeitabilidade e beleza foram questionados, criticou, degradadas e marginalizadas se eles estavam envolvidos em relacionamentos interraciais com homens negros. Em ambas as sociedades, os homens brancos deram a si próprios acesso ilimitado aos corpos das mulheres negras enquanto simultaneamente reservando para elas o fundo da hierarquia social.
Então como é que esta história afetam as implicações sociais das relações interraciais hoje em dia? Tudo. No Brasil, um país onde a grande maioria dos cidadãos têm um certo grau de mistura de sangue, a sociedade ainda reflete um mundo em que a beleza, poder e riqueza são associados e representados com e pelo brancos ou quase brancos, enquanto a pobreza, feiúra e exclusão são associado e representado por gente negra de toda cor da pele e textura de cabelos. Um exemplo da visão americana da sexualidade interracial pode ser entendida por simplesmente olhando duas indústrias cinematográfica: Hollywood, onde filmes populares são filmados e San Fernando Valley, onde filmes pornográficos são filmados. Nos filmes de Hollywood, é difícil, quase impossível, de ver uma relacionamento que consiste de um homem negro e uma mulher branca. Em pornô, filmes que apresenta sexo entre homens negros e mulheres brancas são um gênero popular. Para a prova disso, basta fazer uma pesquisa no Google usando o termo “interracial” e ver quantos sites pornográficos surgir. Ou seja, as relações sexuais com os negros ainda são vistos como sujos, tabu e exóticos, enquanto apenas relacionamentos “normais” são julgados a ser suficientemente digno para consumo público.

3 Responses to “Interracial marriage, part 3/Casamento interracial, parte 3”

  1. Anonymous Says:

    Hi Mr. Marques I enjoy your blog. I am a black female age 41. I would like to visit Brazil one day. I thought it was a country where black was beautiful but I am getting an education from your blog! To your point about folks believing interracial sex means they are not racist, I had a white female college friend tell me she would not have children with a black man because mixed kids hair looked dry. I guess that meant ugly in her opinion. I did not know what to say to her at the time. Another friend said her white sister in law told her she did not want to have another child (she had one child with him a son)with her bi-racial husband because the childs hair might look like her sister in law’s. Which although she is bi racial and people mistake her for white, her hair is afro textured!

  2. The Prospector Says:

    Great post Mr. Marques and I really appreciate the facts, not common opinion, that you are bring to the table on this subject.

  3. AILTON OADQ Says:

    Saudações Africanas Hoje no Brasil temos um pais baseado na democracia racial, esta democracia se baseia em fatos como estes de Homens e Mulheres Negras e Negros, poderem se relacionar com Homens e Mulheres brancas. Sempre que nos deparamos com esta situação e a questionamos a primeira resposta que obtemos é que o amor não tem cor, isso faz parte ao menos aqui no Brasil da Teoria do embranquecimento que dizia que ao misturar as raças teríamos o aniquilamento da raça negra, o que não aconteceu na prática devido a resistência que nosso povo teve dentro de quilombos e muitos ouros lugares.É preciso que nos valorizemos que passemos a amar nós mesmo, isso perpassa por se relacionar com um semelhante, isso sempre nos fortalecerá,é preciso que todos os dias quando tivermos a frente possíbilidades de relacionamentos interraciais, lembremos o quanto o Homem Branco foi e é perverso com nosso povo, desde o tráfico trans – Atlântico até os dias de hoje, onde somos ainda considerados como mão de obra barata, somos colocados as margens da sociedade e jogados aos trapos como lixo .Precisamos nos amar mais uns aos outros, precismos ser mais fraternos entre os irmãos negros africanos da africa e da diápora .AILTON OADQ SÃO PAULO 30 DE JANEIRO DE 2009BRASIL

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