Oliveira Silveira (1941-2008)

Oliveira Silveira (1941-2008)

The beginning of a new year is the perfect time to remember the past year and look forward to the 365 days to come. January 1 of 2009 was the end and a new beginning for the Afro-Brazilian poet, professor and activist Oliveira Silveira. Silveira died on New Year’s Day at 10.30PM in Porto Alegre, a city in the Brazilian state of Rio Grande do Sul. The passing of Oliveira has a special symbolism for me. Every year in Brazil on the 20th of November, the Day of Black Consciousness is celebrated in more than 360 cities throughout Brazil. Prior to 1971, the Brazilian government had resolved to celebrate the 13th of May every year in remembrance of the abolition of slavery in Brazil in 1888. But for Oliveira and many other black activists, the 13th of May was not a day that Afro-Brazilians had anything to celebrate.

Although by 1971, Afro-Brazilians had been officially free for 83 years, considering that the living conditions for many Afro-Brazilians had not changed much from the era of slavery, full citizenship and thus true freedom had not been officially attained. Because of this fact, Oliveira and his group resolved to choose a more symbolic date for the Afro-Brazilian population. After conducting research, Oliveira discovered that the leader of the most successful quilombo in the history of Brazil, Zumbi of Palmares, had been killed on November 20th. Quilombos, like maroon societies in the United States and the Caribbean, were communities erected by runaway slaves who coexisted with Indians and/or whites. As a symbol of black resistence, Oliveira and his group all agreed that November 20th was a more appropriate date to be celebrated. Previously, on May 13th, celebrations honored the signing of the Golden Law by Princess Isabel that officially ended slavery.

In 1978, November 20th would later be accepted by various groups of Brazil’s black civil rights organizations collectively known as the Unified Black Movement. The day is now a national holiday. For the past five years on November 20th, thousands of Brazilians march in the streets in remembrance of their greatest black leader and for the recognition that the majority of Afro-Brazilians continue to live in inferior conditions in Brazilian society. After eight trips to Brazil, I finally attended the Day of Black Consciousness in Sao Paulo, an incredible event. In the weeks to come, I will begin to share my experiences of that week in Sao Paulo. But for now, I want to remember the accomplishments of the man who was responsible for that day. Thank You brother Oliveira. You will not be forgotten! The struggle continues!
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O início de um novo ano é o tempo ideal para lembrar o ano passado e olhar para diante para os 365 dias que vai chegar. 1 de janeiro de 2009 era o fim e um novo começo para o poeta, professor e ativista afro-brasileiro, Oliveira Silveira. Silveira morreu a noite do Dia de Ano Novo as 10:30, em Porto Alegre. A morte de Oliveira tem um simbolismo especial para mim. Todos os anos no Brasil em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra é comemorado em mais de 360 cidades em todo o Brasil. Antes de 1971, o governo brasileiro tivesse resolvido para comemorar o 13 de maio a cada ano, em memória da abolição da escravidão no Brasil em 1888. Mas para Oliveira e muitos outros ativistas negros, a 13 de maio foi um dia em que afro-brasileiros tinham nada a comemorar.

Embora em 1971 afro-brasileiros haviam sido oficialmente livre há 83 anos, considerando que as condições de vida de muitos afro-brasileiros não tinha mudou muito desde a época da escravidão, a cidadania real, e portanto, verdadeira liberdade não tinha sido oficialmente alcançada. Por isso, Oliveira e seu grupo resolvido a escolher uma data mais simbólico para a população afro-brasileira. Depois de conduzir pesquisa, Oliveira descobriu que o líder do mais sucedido quilombo na história do Brasil, Zumbi dos Palmares, foi morto em 20 novembro. Quilombos, como sociedades “maroons” nos Estados Unidos e as Caraíbas, eram comunidades erigiu por escravos fugitivos que coexistiram com os índios e/ou brancos. Como um símbolo da resistência negra, Oliveira e seu grupo concordou que 20 de novembro foi uma data mais adequada a ser comemorado. Anteriormente, em 13 de maio, celebrações homenageado a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel que terminou oficialmente escravidão.

Em 1978, o 20 de novembro seria aceitou por vários grupos de direitos civis negros do Brasil, organizações negras coletivamente conhecido como o Movimento Negro Unificado. O dia é hoje um feriado nacional. Durante os últimos cinco anos em 20 novembro, milhares de brasileiros marcham nas ruas em memória de seu maior líder negro e para o reconhecimento de que a maioria dos afro-brasileiros continuam a viver em condições inferiores na sociedade brasileira. Após oito viagens ao Brasil, eu finalmente participou no Dia da Consciência Negra em São Paulo, um evento incrível. Nas semanas que vem, vou começar a compartilhar as minhas experiências disso semana em São Paulo. Mas, pelo momento, quero lembrar as realizações do homem que foi responsável por aquele dia. Valeu, irmão Oliveira. Você não será esquecido!

A luta continua!

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