Obama, the mulatto and the epistimological obstacle/Obama, o mulato eo obstáculo epistemológico

Anyone reading my commentaries on this blog knows that I reject the concepts of “race” and “multiracial” from the biological point of view. Science has proven that the concept of “race” has no biological validity and if the concept of “race” doesn’t exist, the concept of “multiracial” also doesn’t exist. I have also argued that the concept of “race” is based on priviledges and penalties, advantages and disadvantages of one group at the expense of another group. The existence of mulattos or persons that don’t appear to be “pure” African doesn’t necessarily change this fact. The majority of persons of African descent in the Americas can claim more than just African ancestry in their geneological heritage. But as I have stated previously, the existence of mulattos doesn’t change the racial hierarchy. Here is a perfect example of why I say this.
In a recent commentary, Thomas Robb, a pastor and activist of the white rights movement affiliated with the KKK, wrote that Senator Barack Obama will be the first “mulatto president” of the United States because he is only “half black”. In the same commentary, Robb writes that 96% of blacks voted for Obama because he is “one of them”. In these comments lie the reason that I reject the idea of a mulatto or mixed race category. In 1971, American historian Carl Degler described what he called the “mulatto escape hatch” that defined the difference between racial classification in Brazil and in the United States. The “mulatto escape hatch” was supposedly a path to social ascension for the person of “mixed race” in Brazil that was not available for “regular” black people. Three years later, Afro-Brazilian sociologist Eduardo de Oliveira e Oliveira rejected the “mulatto escape hatch” theory and instead described the situation as both an “escape hatch” and a “trap door” that denied the mulatto a sense of identity. Oliveira knew that mulattos also experienced racism and believed that non-white Brazilians, blacks and mulattos, should be defined as blacks in a bipolar racial scheme similar to that of the United States.
In the commentary by Robb, the author attempts to denigrate and deny the blackness of Obama by pointing to the fact that Obama’s mother was white and that he did not grow up in a black environment. In the same commentary, Robb refers to Obama as “one of them” in reference to African-Americans. Herein lies the contradiction of a mixed race category. Using the tactic of “divide and conquer”, the dominant group denies the adaptation of a black identity and neutralizes allegiance with one group while denying full access to the other. If a person is rejected by the white group because of his non-European ancestry, he or she is not white. Obama himself explained in an interview that he accepted himself as black because America racialized him as black. In America, millions of people define themselves as blacks even though their skin is not the color of oil. In Brazil, if a person is not the color of oil, he or she may not define themselves as black even if they are also victims of racial discrimination. This is also one of the reasons that mobilization against racism never developed into a full civil rights movement in Brazil as in the United States. Because of what Oliveira defined as the “epistimological obstacle”, the mulatto refuses to acknowledge himself as black but is not accepted in the white world. In the end, although “race” is not a biological reality, until the belief in the idea of “race” is overcome, a “mixed race” classification doesn’t solve the very real concept of racial inequality.

Alguem que ler meus comentários neste blogue sabe que eu rejeito os conceitos de “raça” e “multirracial” a partir do ponto de vista biológico. Ciência provou que o conceito de “raça” não tem qualquer validade biológica e se o conceito de “raça” não existe, o conceito de “multirracial” também não existe. Tenho também argumentei que o conceito de “raça” é baseada em privilégios e penalidades, vantagens e desvantagens de um grupo em detrimento do outro grupo. A existência de mulatos ou pessoas que não parecem ser africano “puro” não necessariamente mudar essa realidade. A maioria das pessoas de ascendência africana nas Américas podem alegar mais do que apenas ancestralidade africana em sua herança genealógica. Mas, como afirmei anteriormente, a existência dos mulatos não altera a hierarquia racial. Aqui é um exemplo perfeito do razão que eu falo isso.

Em um recente comentário, Thomas Robb, um pastor e ativista dos direitos dos brancos filiados ao movimento KKK, escreveu que o senador Barack Obama será o primeiro “presidente mulato” dos Estados Unidos porque ele é “só metade negro”. No mesmo comentário, Robb escreve que 96% dos negros votaram em Obama porque ele é “um deles”. Nestas observações são as razões que eu rejeito a ideia de uma categoria “raça mista” ou “mulato”. Em 1971, o historiador americano Carl Degler descreveu o que ele chamou de “saída de emergência do mulato”, que definiu a diferença entre a classificação racial no Brasil e a nos Estados Unidos. O “saída de emergência do mulato” foi supostamente um caminho de ascensão social para a pessoa de “raça mista” no Brasil que não estava disponível para gente negra “regular”. Três anos mais tarde, sociólogo afro-brasileiro Eduardo de Oliveira e Oliveira rejeitou a teoria do “saída de emergência do mulato” e em vez descreveu a situação como ambos um “saída de emergência” e “alçapão” que negou o mulato um sentido de identidade. Oliveira sabia que mulatos também viveu o racismo e acreditou que os brasileiros não-brancos, negros e mulatos, devem ser definidos como negros em um sistema racial bipolar semelhante à dos Estados Unidos.
No comentário da Robb, a autora tenta denegrir e negar a negritude de Obama, apontando para o fato que a mãe de Obama era branca e que ele não cresceu num ambiente negro. No mesmo comentário, Robb refere-se a Obama como “um deles”, em referência aos afro-americanos. Aqui reside a contradição de uma categoria “raça” mista. Utilizando a tática de “dividir e conquistar”, o grupo dominante nega a adaptação de uma identidade negra e neutraliza aliança com um grupo, enquanto recusando o acesso completo ao outro. Se uma pessoa é rejeitada pelo grupo branco por causa de seus ancestrais não-europeus, ele ou ela não é branco/a. Obama ele próprio explicou em uma entrevista que ele aceitou-se como negro porque América racializada ele como negro. Na América, milhões de pessoas definem-se como negros, embora a pele deles não seja a cor de petróleo. No Brasil, se uma pessoa não é a cor do petróleo, ele ou ela não necessariamente definem-se como negro/a mesmo se eles também são vítimas de discriminação racial. Esta é também uma das razões que a mobilização contra o racismo nunca evoluiu em um movimento em massa dos direitos civis no Brasil como nos Estados Unidos. Por causa do que Oliveira definido como o “obstáculo epistemológico”, o mulato se recusa a reconhecer-se como negro, mas não é aceitou no mundo dos brancos. Finalmente, apesar de “raça” não é uma realidade biológica, até que a crença na idéia de “raça” está superada, uma classificação “raça mista” não resolve o conceito muito verdadeiro da desigualdade racial.

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