Black yet mixed, Mixed yet black, Part 1/Negro contudo mestiço, mestiço contudo negro, Parte 1

Black yet mixed, Mixed yet black
Negro contudo mestiço, mestiço contudo negro



Ildi Silva / Alicia Keys

Preta Gil / Jada Pinkett-Smith


Taís Araújo / Beyoncé Knowles


Camila Pitanga / Halle Berry

A few months ago, I had an interesting online conversation with a black American woman who runs an online blog about black women and interracial dating. Without going into the details, she became belligerent when I referred to certain black female American entertainers as “mulattas”. “How dare you call these women ‘mulattos’! They some straight up sistas!”, she wrote. This is very typical of the black American response to racial classification after centuries of racism, segregation and the infamous “one-drop rule” that categorizes as black anyone with any known African ancestry. On the other hand, after many years of racism, exclusion and miscegenation, many Brazilians will tell you in a minute that a “parda”, “mulatta” or “morena”, all terms that could be applied to persons of African descent, is not black. Two totally different systems of racial classfication, right?
Not necessarily.
At the root of both systems of racial classification is the force of white supremacy that associates power, money and beauty with whiteness while blackness is associated with the poverty, ugliness and second-class citizenship. In reality, the only thing that differentiates the two systems of racial classification is description. In Brazil, the term “preto” means black. Some people use the term to describe a person of African descent whose skin is the color of coal or the actual color black. For others, it describes a person who has very little detectable non-African ancestry. In other words, a “pure-blooded African”. The term “negro” also means black but is more often associated with belonging to the “black race” regardless of the phenotype.
In America, the single term black is used in two ways. First, it is the term used to define all people who are of African ancestry, regardless the phenotype. The other way is a description of color similar to how Brazilians use the term “preto”; a very dark-skinned black person. In other words, the difference between actors Wesley Snipes and Denzel Washington is this: they are both black in the racial sense, but Snipes would also be categorized as BLACK in color. The difference is thus in intonation; black and BLACK.
In both countries, beauty also defines how a person of African descent is seen. In Brazil, a person of visible African ancestry who is considered physically attractive may be classified as “mulatto” or “moreno”. In Brazil, terms like “mulatto” or “moreno” are sometimes used as intermediary terms between black and white, while in the US, “mixed”, or “mixed race”, is only used when a person is the offspring of an immediate interracial relationship. In other words, under the US system, people like entertainers Beyonce or Jada Pinkett Smith are considered black while Halle Berry and Alicia Keys are considered “mixed”. The difference here is that Berry and Keys both have one white parent while both the parents of both Beyonce and Pinkett-Smith are considered black. On the Brazilian side, Taís Araújo, Preta Gil, Camila Pitanga and Ildi Silva are all women of various degrees of “racial” admixture but all consider themselves black women.
In the past few decades, the systems of racial classification in the two countries seem to be going in opposite directions. While in Brazil, more people of mixed ancestry are choosing to define themselves as black, in the US, “mixed race” people fought for the right to define themselves as such and to check more than one box on US Census forms.
So which system is better?
I would say both and neither, for both systems are simply the contradictory flip side of a category that is fallacious to begin with!
To Be Continued…

Há uns meses atrás, tive uma interessante conversa on-line com uma mulher negra americana que escreve um blog on-line sobre as mulheres negras e relações interraciais. Sem entrar nos detalhes, ela se tornou furioso quando me referi a algumas artistas negras americanas como “mulatas”. “Como você se atrevem chamar essas mulheres ‘mulatas’! Elas estão negras direitinhas!”, ela escreveu. Isso é muito típico de uma resposta negra americana a questão da classificação racial depois séculos de racismo, a segregação e a infame “regra de uma gota”, que classifica como negro qualquer pessoa com qualquer conhecido ancestralidade africana. Por outro lado, depois de muitos anos de racismo, a exclusão e a miscigenação, muitos brasileiros vão dizer sem qualquer hesitação que uma “parda”, “mulata” ou “morena”, todos os termos que poderiam ser aplicadas às pessoas de ascendência africana, não é negra. Dois sistemas totalmente diferente de classificação racial, né?

Não necessariamente.

Na raiz dos dois sistemas de classificação racial é a força da supremacia branca que associa poder, dinheiro e beleza com a brancura enquanto negrume está associada com pobreza, feiura e cidadania de segunda classe. Na realidade, a única coisa que distingue os dois sistemas de classificação racial é descrição. No Brasil, o termo preto significa “black”. Algumas pessoas usam o termo para descrever uma pessoa de ascendência africana cuja pele é a cor de carvão ou da própria cor preta. Para outros, ele descreve uma pessoa que tem muitas poucas visível características da ancestralidade não-africana. Ou seja, um “africano de sangue puro”. O termo negro também significa “black”, mas é mais frequentemente associado com o povo da “raça negra”, independentemente do fenótipo.

Na América, o único termo “black” é usado em dois sentidos. O primeiro é usado para definir todas as pessoas que são de ascendência africana, independentemente do fenótipo. A outra é uma descrição da cor semelhante à maneira que os brasileiros utilizam o termo “preto”; uma pessoa negra de pele muita escura. Ou seja, a diferença entre os atores Wesley Snipes e Denzel Washington é essa: os dois são BLACK no sentido racial, mas Snipes também seriam classificados como BLACK em cor da pele. Para os afro-americanos, a diferença é, assim, em entonação; negro e PRETO.

Nos dois países, a beleza também defina como uma pessoa de ascendência africana é percebida. No Brasil, alguém de visível ascendência africana, que é considerada fisicamente atraente pode ser classificada como “mulato” ou “moreno”. No Brasil, termos como “mulato” ou “moreno” são as vezes usados como termos intermediários entre negro e branco, enquanto que nos EUA, “mista”, ou “raça mista”, só é utilizado quando uma pessoa é a prole de uma primeira geração relacionamento interracial. Ou seja, no sistema dos EUA, pessoas como as artistas Beyonce ou Jada Pinkett Smith são consideradas negras, enquanto Halle Berry e Alicia Keys são considerados “raça mista”. A diferença aqui é que Berry e Keys ambos têm uma mãe branca, enquanto ambos os pais de Beyonce e Pinkett-Smith são considerados negros. Ao lado brasileiro, Taís Araújo, Preta Gil, Camila Pitanga e Ildi Silva são todas as mulheres de diferentes graus de mestiçagem, mas todos se consideram as mulheres negras.

Nas últimas poucas décadas, os sistemas de classificação racial nos dois países parecem andar em direções opostas. Enquanto no Brasil, mais pessoas de ascendência mista passaram se definir como negros, nos EUA, pessoas de raça mista lutaram pelo direito de se definir como tal, e para marcar mais do que uma caixa na formas do censo Americano.

Então, qual é o melhor sistema?

Eu diria os dois e nenhum, porque os dois sistemas são simplesmente o contraditório outra face de uma categoria que foi errôneo do começo!

Para Ser Continuado…

One Response to “Black yet mixed, Mixed yet black, Part 1/Negro contudo mestiço, mestiço contudo negro, Parte 1”

  1. The Prospector Says:

    I’m interested in seeing part 2 of this series. Some mixed-race people in America, even if considered black as determined by their appearance or cultural relationships, still may be uncomfortable giving up their “white side”. Unfortunately many have felt like they had to in order to be accepted. Perhaps this is one reason why America has chosen to have a bi-racial type of category. As you pointed out, they’ve been forced to actually choose one parent over the other because of the one-drop-rule, and that has usually been their black parent.

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