The adoration of whiteness and the contradiction of black pride/A adoração de brancura e a contradição do orgulho negro

Recently I read a chapter in a book that featured essays written by the late Afro-Brazilian militant, Beatriz Nascimento. In the essay, “Our Racial Democracy”, Nascimento wrote of a conversation she had with a black woman in the city of Salvador, Bahia. The woman pointed to her two children, both of “mixed ancestry”, and said, “This one came out almost like me” (referring to the darker child), “but this one came out better, almost blond.” The woman continued, “This way, blacks will disappear and we won’t have the racial conflict like there is in the United States.” In this woman’s opinion, Brazil and Bahia specifically, were examples of a racial democracy. Her reason for believing that a racial democracy exists is the exact reason that I argue that it doesn’t exist: many Afro-Brazilians are indoctrinated to believe that whiteness and being white are better than being black. Because of this, many believe Brazilian society to be free of racial conflict. In comparison to the United States, where there is a history of racial conflict, Brazil truly appears to be a racial democracy. Many intellectuals argue that Brazil doesn’t have racial problems and always portray the country in a positive light in comparison to the United States. What these intellectuals don’t talk about is the fact that the belief in the racial democracy is based on the fact that many Afro-Brazilians in fact accept a submissive, inferior position in Brazilian society. Many desire and will actually admit the desire to have children with lighter skin and more European features until eventually their descendents look European.

This indoctrination which values whiteness is not restricted to only Brazil but also in many countries that have populations composed of African descendents. I will never forget when I was six years old, the mother of one of my male cousins was pregnant. When someone asked what type of sister he wanted, my cousin exclaimed, “I want a white baby with blue eyes!” I also remember a few years ago when members of my family were describing how they felt when their children were born. One of my female cousins remembered how much pride she felt when she saw her first daughter for the first time. She was beautiful and had light skin. Her second daughter was very dark-skinned. With all of her children in the room, my cousin said that she couldn’t believe how black and ugly her second child appeared. She continued, “I couldn’t believe this black and ugly thing came out of me. She looked like a monkey!” Her comments were deplorable. It was a very humiliating experience for her daughter who was devastated. Her daughter, ten years at the time, later told me that she wanted to cry when she heard her mother describe her in that way. Here lies the contradiction about African-Americans: we claim to have so much pride about being black but we also hate being perceived as “too black” or having features that are perceived as being “too African”. Our own obsession with the European standard of beauty is expressed best by the legendary Malcolm X when he said, “The worst crime the white man has committed has been to teach us to hate ourselves.”

Recentemente li um capítulo em um livro que apresenta ensaios escritos pelo falecido militante afro-brasileira, Beatriz Nascimento. No ensaio, “A nossa democracia racial”, Nascimento escreveu de uma conversa que ela teve com uma mulher negra na cidade de Salvador, Bahia. A mulher apontou para seus dois filhos, ambos de “ascendência mista”, e disse: “Este aqui saiu quase como eu” (referindo-se ao filho mais escuro), “mas este já saiu melhor, quase loiro.” A mulher continuou, “Desta maneira, negros vai desaparecendo e não teremos o conflito racial como nos Estados Unidos.” Na opinião da mulher, o Brasil e Bahia especificamente, foram exemplos de uma democracia racial. Sua razão para crer que que existe uma democracia racial é o exato razão que eu digo que ela não existe: muitos afro-brasileiros estão doutrinados que a brancura e ser branco são melhores do que serem negros. Por causa disso, muitos acreditam sociedade brasileira estar livre de conflito racial. Em comparação com os Estados Unidos, onde existe uma história de conflitos raciais, o Brasil parece ser uma verdadeira democracia racial. Muitos intelectuais argumentam que o Brasil não tem problemas raciais e sempres retratam o país em uma luz positiva em comparação com os Estados Unidos. O que esses intelectuais não falam do fato que a crença na democracia racial se baseia no fato de que muitos afro-brasileiros, de facto, aceitar uma posição submissa e inferior na sociedade brasileira. Muitos realmente terem um desejo e admitir o desejo de ter filhos com pele mais clara e características mais Europeia até que eventualmente descendentes parecem europeus.

Esta doutrinação que valoriza brancura não é restrito apenas ao Brasil, mas também em muitos países que têm populações composto por descendentes africanas. Eu nunca vou esquecer quando eu tinha seis anos, a mãe de um dos meus primos foi grávida. Quando alguém o perguntou que tipo de irmã que ele queria, meu primo exclamou: “Eu quero um bebê branco com olhos azuis!” Eu também me lembro que há alguns anos, quando os membros da minha família foram descrevendo como se sentiu quando seus filhos nasceram. Um dos minhas primas lembrava o orgulho que ela sentia quando ela viu sua primeira filha pela primeira vez. Ela era bonita e tinham pele clara. Sua segunda filha tinha pele muito escuro. Com todas as suas filhas no quarto, meu prima disse que ela não podia acreditar quanto preta e feia seu segundo filho apareceu. Ela continuou, “Eu não podia acreditar que esta coisa feia e preta saiu de mim. Ela parecia com um macaco!” Seus comentários foram lamentáveis. Foi uma experiência muito humilhante para a filha dela que foi devastada. Sua filha, que tinha dez anos na época, mais tarde me disse que ela queria chorar quando ela ouviu a mãe dela a descreve dessa forma. Aqui reside a contradição dos afro-americanos: nós nos afirmamos ter tanto orgulho em ser negro, mas nós também odeiamos ser percebido como ser “preto demais” ou ter características que são percebidos como sendo “africano demais”. A nossa própria obsessão com o padrão europeu de beleza é melhor explicada pela lendária Malcolm X quando ele disse: “O pior crime que o branco cometeu foi ter-nos ensinado a odiarmo-nos.”

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