Recognizably black or too black to pass?/Reconhecidamente negro ou preto demais passar (por branco)?

Joaquim Barbosa, (left/esquerda) born October 7, 1954/nasceu 7 de outubro de 1954
Clarence Thomas, (right/direito) born June 23, 1948/nasceu 23 de junho de 1948

The appointment of Joaquim Benedito Barbosa Gomes as the only black man in the Brazilian Supreme Court is another way in which to understand the way that race is seen in Brazil in comparison with how it is seen in the United States. Initially, Barbosa was declared the first black Supreme Court Justice. But later, an article in an issueof Veja magazine pointed out the fact that two black men had already served in the Brazilian Supreme Court. Hermenegildo de Barros served from 1919 until 1921 and Pedro Lessa served from 1907 to 1921. The article described de Barros as a dark-skinned mulatto and Lessa as a light skinned mulatto. Barbosa Gomes describes himself as “recognizably black”. Depending on the way these words are interpreted, “recognizably black” could mean that Barbosa Gomes is easily recognizable as black from a physical perspective or he could mean that he recognizes himself as black. Although African ancestry is detectable in the features of both de Barros and Lessa, in Brazil, many people who look like de Barros or Lessa don’t recognize themselves as black. According to the magazine, both de Barros and Lessa are black but because neither is the color of coal, both aredescribed as mulattos. In other words, they are both seen as being members of the black race, the term mulatto describesa certain type of black.

Hermenegildo de Barros, Pedro Lessa, Barack Obama

On the other hand, Americans are familiar with Supreme Court Justice Clarence Thomas, also a black man. Although Thomas is clearly black, African-Americans question his blackness because of his lack of loyalty to African-Americans in Supreme Court cases in which a defendant is also black. In other words, Thomas is physically black but he is not politically black. In the United States as well as in Brazil, some people consider Senator Barack Obama to be black, others see him as mixed-race. Brazilian singer Caetano Veloso says that Obama looks like his own father, a mulatto. In the blogosphere, another Brazilian says:

“Sincerely, I still don’t see Obama as black. For me, he is a mulatto, a little brown, brown bonbon, less black! Calling him black seems to me a vestige of racism: either he is black or he is white.”
On the American side, R. Bennett asks, “If Obama’s father is black and his mother is white, how can he claim to be the first ‘black’ president?”
In the end, it appears that Veja magazine had a better understanding of how race works in both countries. Although de Barros, Lessa and Obama can all be described as “mulattos”, the African ancestry of all three men defines them as non-white and thus black. So, for some people, Obama may be a “mulatto”, both because he had a white parent and because his skin is not the color of coal. But in a world in which the standard remains white, Senator Obama will be remembered as non-white. Whether we call him black, mixed or mulatto, he will never be defined as white and that’s all that really matters.

A nomeação de Joaquim Benedito Barbosa Gomes como o único homem negro brasileiro, no Supremo Tribunal Federal é uma maneira de compreender a maneira que raça é visto no Brasil em comparação com a forma como é visto nos Estados Unidos. Inicialmente, Barbosa foi declarado o primeiro negro Supremo Tribunal Justiça. Mas, mais tarde, um artigo de um edição da revista Veja aponta ao fato de que dois homens negros já haviam servido na Supremo Tribunal Federal. Hermenegildo de Barros servido a partir das 1919 até 1921 e Pedro Lessa serviu de 1907 até 1921. O artigo descrito de Barros como um mulato de pele escura e Lessa como um mulato de pele clara. Barbosa Gomes descreve-se como “reconhecidamente negro”. Dependendo da forma como estas palavras foram interpretadas, “reconhecidamente negro” poderia significar que Barbosa Gomes é facilmente reconhecível como negro a partir de uma perspectiva física ou ele poderia significar que ele reconhece-se como negro. Embora ancestralidade africana é detectável nas características de ambos de Barros e Lessa, no Brasil, muitas pessoas que se parece com de Barros ou Lessa não reconhecem-se como negros. De acordo com a revista, os dois homens, de Barros e Lessa, são negros, mas porque nem é a cor de carvão, são ambos descrito como mulatos. Em outras palavras, embora ambos são vistos como sendo membros da raça negra, o termo “mulato” descreve um certo tipo de negro.

Por outro lado, os americanos estão familiarizados com o juiz da Corte Suprema Americana, Clarence Thomas, também um homem negro. Embora Thomas seja claramente negro, afro-americanos perguntam a sua negritude por causa de sua falta de lealdade para com os afro-americanos nos casos da Corte Suprema em que um réu também é negro. Em outras palavras, Thomas é negro fisicamente, mas ele não é negro politicamente. Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, algumas pessoas consideram o senador Barack Obama de ser negro, outros o vêem como mestiço. Cantor brasileiro Caetano Veloso diz que Obama se parece com pai dele, um mulato. Na blogosfera, um outro brasileiro diz:
“Sinceramente, não consegui ainda ver Obama como um negro. Para mim, ele é mulato, moreninho, marrom-bombom, menos negro! Chamá-lo de negro me parece já resquício racista: ou é branco, ou é preto.”
Ao lado americano, R. Bennett pergunta, “Se o pai dele é negro e a mãe dele é branca, como pode ele afirma ser a primeira presidente ‘negro’?”
No final, parece que a revista VEJA teve o melhor entendimento da maneira como funciona raça nos dois países. Apesar do fato que Barros, Lessa e Obama podem todos ser descrito como “mulatos”, a ancestralidade africana de todos os três homens define-os como não-brancos e, assim, negros. Então, para algumas pessoas, Obama pode ser um “mulato”, tanto porque ele tinha uma mãe branca como porque a pele dele não é o cor de carvão. Mas em um mundo no qual se mantém o padrão branco, o senador Obama será lembrado como não-branco. Se vamos ou não lhe chamam de negro, mulato ou mestiço, ele nunca vai ser definida como branco e isso é tudo o que realmente importa.

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