Black skin or brown skin, discrimination is discrimination / Pele preta ou pele parda, a discriminação é discriminação

From top to bottom/De cima para baixo

Americans/americanos – Matthew McConaughey, Wesley Snipes, Will Smith
Brazilians/brasileiros – Gisele Bündchen, Benedita da Silva, Taís Araújo


When Senator Barack Obama became the nominee for the Democratic Party, many journalists began to ask if the success of Obama has signaled a new “post-race” era in America. My response has always been that racism nowadays is not as blatant or obvious as it was 40 years ago, but it clearly still exists. A recent survey about white Americans is more proof of this. According to the survey, one of every three white Democrats still believes negative stereotypes that blacks are violent and lazy and responsible for their own social economic

position. Coincidentally, I read this survey on the same day that I received a response to a comment I wrote in a Brazilian forum in which the question was, why blacks and browns in Brazil are both considered black, Afro-Brazilian or African-descendent. There were 26 comments about this question and some people argued that brown people, having mixed ancestry, are not black. Others wrote that brown people are also black but, because of the negative images attributed to blacks, they don’t want to be called black.
In the forum I wrote that ancestry and DNA don’t matter because biologically, the differences between so-called “races” are negligible. The concept of “race” is based on advantages, disadvantages and discrimination that affect some groups positively and others negatively. African-descendents endure various levels of discrimination depending on several factors including appearance and social class. The person who responded to what I wrote in the forum insisted that brown Brazilians endure much less discrimination than black Brazilians. I agree, but only partially. Some of the persons in one of my previous commentaries could be considered blacks, others could be considered brown. The point is that they are all people of African descent and in racist societies can all be subject to racial discrimination.
In the same manner that it happens in the United States, in general, a person of African descent whose phenotype is less African than the phenotype of another person of African descent (lighter skin, less kinky hair, thinner lips, etc.), may experience less discrimination. The question should be, can the person who looks less African compete equally with a person who is considered white? Are the advantages that the “brown” person receives in comparison to the “black” person enough that he or she should be placed into an entirely different racial social category? To illustrate my question, I will use examples of real people. On the Brazilian side, let’s consider three women, Benedita da Silva (politician), Taís Araújo (actress) and Gisele Bündchen (model). On the American side, let’s imagine Wesley Snipes (actor), Will Smith (actor) and Matthew McConaughey (actor). Let’s also imagine that none of these people are famous.
In Brazil, because Snipes and da Silva are much darker and have more pronounced African features, they would be considered “black”, while Araújo and Smith would both be considered “brown”. According to statistics, “blacks” and “browns” both earn approximately half the income of whites and study two years less. 92.9% of whites have access to an adequate water supply compared to 82.5% of “blacks” and “browns”. 41.3% of “black” and “brown” households don’t have access to basic sanitation compared to 20.6% of white households. 13.4% of white Brazilians have completed a college education compared to approximately 4% of “blacks” and “browns”. These types of inequalities are similar in dozens of other social statistics. In the US, a study concluded that the darkest of African-Americans earn almost 30% less than the lightest. Another study suggested that African-Americans with a less African phenotype are sentenced to fewer years in jail than those with a more prominent African phenotype.
In reality, African-Americans also distinguish between “black” and “brown”. Amongst African-Americans, the term “black” is used to two ways. The term “black” can signify all persons of African descent but it is also used to signify persons of the darkest skin color. For example, Will Smith and Wesley Snipes are both black, but like his character in the Spike Lee film, “Jungle Fever”, Snipes is also described as “black” because the color of his skin is very dark. In this sense, the way that African-Americans and Afro-Brazilians are described according to phenotype is very similar. The similarities are also reflected in socioeconomic analysis. Both groups are at a disadvantage in comparison to whites although in some scenarios, “browns” have an advantage in comparison to “blacks”. Some social scientists have suggested that “browns” in Brazil represent a middle category between “blacks” and “whites”. That may be true according to phenotype. But according to socioeconomic status, the true measure of social inequality, “blacks” and “browns” are in similar social circumstances. Using my photo examples, Taís Araújo and Will Smith may have advantages over Benedita da Silva and Wesley Snipes in some ways, but in the end, both the American and Brazilian social systems discriminate against all four when people that look like Gisele Bündchen and Matthew McConaughey are available. And that is the bottom line.
Quando o senador Barack Obama se tornou o candidato do Partido Democrata muitas jornalistas começaram a perguntar se o sucesso de Obama tem sinalizou uma época nova “pós-raça” na América. A minha resposta sempre tem sido hoje em dia o racismo não é tão gritante ou óbvias como era há 40 anos, mas claramente ainda existe. Um estudo recente sobre brancos americanos é mais prova disto. Segundo a pesquisa, uma de cada três brancos democratas ainda acreditam os estereótipos negativos que os negros são violentos e preguiçosos e responsável por sua própria posição social econômico. Coincidentemente, eu li esta pesquisa no mesmo dia que eu recebi uma resposta a um comentário que eu escrevi em um fórum brasileiro, no qual a questão foi, por que ambos “pretos” e “pardos” no Brasil são considerados negros, afro-brasileiros ou afro-descendentes. Havia 26 comentários sobre esta questão e algumas pessoas argumentaram que as pessoas “pardas” com ascendência mista, não são negros. Outros escrevem que as pessoas “pardas” são negros também, mas porque das imagens negativas atribuída aos negros, eles não querem ser chamados negros.
No fórum eu escrevi ascendência e DNA não importa porque, biologicamente, as diferenças entre as chamadas “raças” são insignificantes. O conceito de “raça” baseia-se em vantagens, desvantagens e discriminação que afectam alguns grupos positivamente e outras negativamente. Afrodescendentes vivem vários níveis de discriminação dependendo de vários fatores, incluindo classe social e aparência. A pessoa que respondeu ao que eu escrevi no fórum insistiram “pardos” brasileiros vivem muito menos discriminação do que os “pretos” brasileiros. Concordo, mas apenas parcialmente. Algumas das pessoas em um dos meus comentários anteriores poderiam ser considerado “pretos”, outras poderiam ser considerados “pardos”. O ponto é que todas são pessoas de ascendência africana e nas sociedades racistas todas podem estar sujeitas a discriminação racial.
Da mesma forma que acontece nos Estados Unidos, em geral, uma pessoa de ascendência africana cujo fenótipo parece menos africano do que o fenótipo de uma outra pessoa de ascendência africana (pele mais escuro, cabelo menos pixaim, lábios menos grossos, etc), pude vive menos discriminação. A questão deve ser, a pessoa que parece menos africano competir em pé de igualdade com uma pessoa que é considerada branca? São as vantagens que a pessoa “parda” recebe, em comparação com a pessoa “preta” basta que ele ou ela deve ser colocado em uma categoria social-racial inteiramente diferente? Para ilustrar a minha pergunta, vou usar exemplos de pessoas reais. Ao lado brasileiro, vamos considerar três mulheres, Benedita da Silva (político), Taís Araújo (atriz) e Gisele Bündchen (modelo). Ao lado norte-americano, vamos imaginar Wesley Snipes (ator), Will Smith (ator) e Matthew McConaughey (ator). Vamos imaginar também que nenhuma dessas pessoas são famosas.
No Brasil, por que da Silva e Snipes são mais escuro e têm características africanas mais pronunciada, eles seriam considerados “pretos”, enquanto Araújo e Smith ambos seria considerado “pardos”. Segundo as estatísticas, ambos “pretos” e “pardos” ganham cerca de metade da renda de brancos e estudar dois anos menos. 92,9% de brancos têm acesso a um abastecimento de água em comparação com 82,5% dos “pretos” e “pardos”. 41,3% das famílias “pretas” e “pardas” não têm acesso a saneamento básico, em comparação com 20,6% das famílias brancas. 13,4% dos brancos brasileiros têm uma educação superior concluído, em comparação com aproximadamente 4% dos “pretos” e “pardos”. Estes tipos de desigualdades são semelhantes em dezenas de outras estatísticas sociais. Nos EUA, um estudo concluiu que os negros mais escuro ganham quase 30% menor do que os negros da pele mais clara. Um outro estudo sugeriu que um afro-americanos com fenótipos menos africanos são condenados a menos anos de prisão do que aqueles com um fenótipo mais proeminente africano.
Na realidade, afro-americanos também distinguir entre o termo “preto” e “negro”. Entre afro-americanos, o termo “black” é utilizado para duas maneiras. “Black” pode significar todas as pessoas de ascendência africana, mas também é utilizado para significar as pessoas da cor da pele mais escuro. Por exemplo, Will Smith e Wesley Snipes são ambos “black (negros)”, mas como seu personagem no filme de Spike Lee, “Febre da Selva”, Snipes é também descrito como “BLACK (preto)” (com um tom de vocal mais emfatizado), devido ao fato que a cor da sua pele é muito escuro. Neste sentido, a maneira que afro-americanos e os afro-brasileiros são descritos em referência ao fenótipo é muito semelhante. As semelhanças são também demonstrado na análise socioeconômica. Os dois grupos estão em desvantagem em comparação aos brancos, embora, em alguns cenários, “pardos” têm uma vantagem em comparação aos “pretos”. Alguns cientistas sociais têm sugerido que “pardos” no Brasil representam uma grupo média entre as categorias “pretos” e “brancos”. Isso pode ser verdade, em referência ao fenótipo. Mas em referência a status socioeconômico, a verdadeira medida da desigualdade social, “pretos” e “pardos” compartilham condições sociais semelhantes. Em referência aos meus exemplos de fotos, Taís Araújo e Will Smith pode ter vantagens sobre Benedita da Silva e Wesley Snipes, de uma certa maneira, mas no final, os dois sistemas sociais, americano e brasileiro, discriminam contra todas as quatro pessoas se pessoas que se parecem com Gisele Bündchen e Matthew McConaughey estão disponíveis. E essa é a questao toda.

3 Responses to “Black skin or brown skin, discrimination is discrimination / Pele preta ou pele parda, a discriminação é discriminação”

  1. antonio jesus silva Says:

    REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA !Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada a elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criou-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndio descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc. Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder Zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história do nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Oswaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam.Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Argnetina,Boliviana, Peruana,Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma , não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Oswaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Fernando Lugo, Rafael Correa Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados. http://vivachavezviva.blogspot.com/quilombonnq@bol.com.brOrganização Negra Nacional QuilomboO.N.N.Q. Brasil fundação 20/11/1970

  2. JJ Says:

    Very Nice Blog. U gonna make me learn how to speak Portuguese…lol.Will be back often:-)< HREF="http://brownsugar28.blogspot.com" REL="nofollow">Brown Sugar<>

  3. Rafael Says:

    Mas se existe uma discriminação diferenciada entre pardos e negros, não deveriam haver políticas diferenciadas para lutar contra essas duas desigualdades? Uma coisa necessariamente não tem de excluir a outra. Os afro-descendentes (negros e pardos) poderiam lutar por mais igualdade diante dos brancos, porém os negros ainda poderiam lutar por mais igualdades diante dos pardos. Senão, essa desigualdade fica mascarada no discurso de luta, tal qual a ideologia descrita por Marx.But if browns and blacks face different rates of discrimination, shouldn’t anti-racist policies try to fight that? Those of african descent (blacks and browns) would still fight to have the same rights as the whites, but the blacks should as well fight to have the same rights as the browns. Otherwise this inequality will be covered up in an ideology, like MArx described.

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