A Tribute to Abdias do Nascimento/Uma homenagem ao Abdias do Nascimento

Last Wednesday, August 27, on the campus of the Rio de Janeiro State University there was an homage to the great Abdias do Nascimento. Nascimento, now 94 years old, is perhaps the most well-known of the modern day Black Brazilian civil rights movement (Movimento Negro). The accomplishments of Nascimento are too many to include here, but what is most important to me is that he is the man that introduced me to the struggle of black Brazilians nearly 9 years ago in 1999. It was on Christmas Eve of 1999 that I purchased Africana: the Encyclopedia of the African and African-American Experience and I became fascinated with the insightful articles about the struggle of the Afro-Brazilian, which was and is, similar to that of the African-American, the Afro-Colombian and many other populations of African ancestry throughout the world.

In 1944, Nascimento founded the Black Experimental Theatre, a theatre group that sought portray the challenges and expressions of black identity, black culture and black life in a Brazil that did not hide the fact that it wanted to be white. Nascimento’s theatre group was met with hostility by Brazil’s government that accused him of instigating a racial problem that didn’t exist. With the arrival of the most oppressive phase of a United States supported Brazilian military dictatorship, Mr. Nascimento went into exile in the United States in 1968 and became a professor at the State University of New York in Buffalo. Having participated in one of the earliest black Brazilian civil rights groups in the country, the Frente Negra Brasileira in the 1930s, he would return to Brazil in 1978 to help found the current incarnation of black militancy, hundreds of groups collectively known as the Movimento Negro Unificado. Being an activist, actor, painter, playwright and poet, some scholars have named Nascimento the 20th century’s most complete intellectual of African descent.

In August of 2003, in Rio de Janeiro, I had the pleasure of meeting Mr. Nascimento at the 25th anniversary of the Movimento Negro. Although he is not well-known amongst the average Brazilian or American, he is in many ways equal to people like Malcolm X, Martin Luther King, WEB DuBois, Marcus Garvey and other great leaders of African descent. Brazil’s elites and government have always ostracized militants who dared denounce the myth of the racial democracy, as such, Nascimento is one in a long line of Brazilian militants who remain unappreciated in the struggle for racial equality. Two weeks ago, Brazil lost one of its greatest singer-songwriters and one of the fathers of Brazilian Popular Music, Dorival Caymmi. Nascimento was born in the same year as Caymmi, 1914, so I was happy to see this tribute.

Nascimento is the author of several books, in English and Portuguese, and in 2004, the documentary, “Abdias Nascimento 90 Anos – Memória Viva” was released and is now available on DVD. There are many similarities, differences, advantages and disadvantages in the comparative historical analysis of the experiences of African descendents in Brazil and the United States. If you are interested in understanding the struggle against racism and the complexity of racial identity in Brazil, the works of Nascimento are required reading!


Última quarta-feira, 27 de agosto, no campus da Universidade Estadual de Rio de Janeiro, houve uma homenagem ao grande Abdias do Nascimento. Nascimento, agora 94 anos, é talvez a mais bem conhecida dos dias modernos Movimento Negro Brasileiro. As realizações de Nascimento são demasiados para incluir aqui, mas o que é mais importante para mim é que ele é o homem que me apresentou á luta dos negros brasileiros quase 9 anos atrás, em 1999. Foi nas véspera de Natal de 1999 que eu comprei Africana: a enciclopédia do experiência africana e afro-americana e fiquei fascinado com os artigos intrigantes sobre a luta dos afro-brasileiros, que foi e é, semelhante à do afro-americano, os afro-colombianos e de muitas outras populações de ascendência africana ao longo de todo o mundo.

Em 1944, Nascimento fundou o Teatro Experimental Negro, um grupo teatro que procurou retratar os desafios e as expressões da identidade negra, cultura negra e vida negra em um Brasil que não escondeu o facto de que ele queria ser branco. O grupo teatro do Nascimento encontrou a hostilidade do governo do Brasil que o acusou de instigar um problema racial que não existia. Com a chegada do fase mais opressiva de uma ditadura militar brasileira (que os Estados Unidos apoiaram) Sr. Nascimento foi para o exílio nos Estados Unidos em 1968 e tornou-se um professor na Universidade Estadual de Nova York em Buffalo. Tendo participado em um dos primeiros grupos negros brasileiros dos direitos civis no país, a Frente Negra Brasileira na década de 1930, ele retornaria ao Brasil em 1978 para ajudar a fundar o atual encarnação da militância negra, centenas de grupos coletivamente conhecido como o Movimento Negro Unificado. Sendo um ativista, ator, pintor, político, dramaturgo e poeta, alguns eruditos concordam que Nascimento é o intelectual mais completo da ascendência africana do século 20.

Em agosto de 2003, no Rio de Janeiro, tive o prazer de encontrar-me com o Sr. Nascimento ao 25 º aniversário do Movimento Negro. Embora ele não é bem conhecida entre o médio brasileiro ou americano, ele é, em muitos aspectos, igual a pessoas como Malcolm X, Martin Luther King, WEB Dubois, Marcus Garvey e outros grandes líderes da ascendência africana. Elites e o governo do Brasil têm sempre colocar no ostracismo militantes que ousou denunciar o mito da democracia racial, como tal, Nascimento é um de uma longa linha de militantes brasileiras que permanecem negligenciada na luta pela igualdade racial. Há duas semanas, o Brasil perdeu uma de suas maiores cantor-compositores e um dos pais da MPB, Dorival Caymmi. Nascimento nasceu no mesmo ano como Caymmi, 1914, então eu estava contente em ver esta homenagem.

Nascimento é o autor de vários livros, em Português e Inglês, e em 2004, o documentário, “Abdias Nascimento 90 Anos – Memória Viva” foi lançado e já está disponível em DVD. Há muitas semelhanças, diferenças, vantagens e desvantagens na análise histórica comparativa das experiências de afrodescendentes no Brasil e nos Estados Unidos. Se você está interessado em compreender a complexidade da luta contra o racismo no Brasil, as obras de Nascimento são leituras necessários!

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