Whiteness as the Absense of Race/Brancura como a ausência da raça


In terms of race, in the past decade, it seems that the US and Brazil are moving in opposite directions. In the either/or, black/white racial ideology of the US, multiracial activists have argued for a multiracial identity and classification for people of mixed race. In multiracial Brazil, the Movimento Negro (Black Movement) has encouraged the acceptance of a black identity for millions of persons of color who have historically identified themselves as mulattos, morenos and pardos. In reality, there are several problems with both ideologies.

First, in both ideologies, the assumption is the existence of the idea of race. Whether one advocates a black or multiracial classification, they are both based on the fallacy of race. In reference to Brazil, the Movimento Negro has had difficulty in convincing the 40% of the country that define themselves as pardos to accept a black identity. In the US, the multiracial movement must ignore the fact that more than 80% of African-Americans are already racially mixed in order to advocate a separate category for those people who are supposedly first-generation mixtures of couples that are considered interracial.

In reality, the situation is not as complicated as it appears. Why? Consider this point. Let us consider that there are three people of mixed race who physically cannot pass for white and all three look exactly alike. Let’s assume the first person’s DNA mixture is 25% African, 75% European. The second is 50% African, 50% European and the third is 75% African, 25% European. If they all look alike, who is black and who is multiracial? In racist societies such as Brazil and America, it doesn’t matter because whiteness is the standard by which all three individuals will be judged.

The media is a good example of this standard. According to Carol Tator:

“Woven into the dominant culture, and the culture of most media organizations, is the belief in ‘the rightness of whiteness’ the universal norm which allows one to think, imagine and speak as if whiteness described the world. This assumption is still deeply embedded in the way in which the media represents people of colour…Their limited participation is seen as the result of both overt bias, structural barriers and cultural racism, which is woven into the collective system of beliefs, values and norms of the dominant culture.”

While Tator was describing the Canadian media, her words can easily be applied to the US and Brazil, in both of which the European aesthetic is the dominant standard. In the business world, government, television and magazines, people of color are largely invisible. This invisibility is perhaps even more striking in Brazil, a country that has proclaimed itself a racial democracy for many years and is home to the largest population of African descendants outside of Africa.

The bottom line is this: in a Eurocentric world, people don’t experience racial discrimination because of their European ancestry but because of their visible non-European ancestry. Whether in Brazil or the US, a person looking like golf superstar Tiger Woods can call himself multiracial is he so chooses. Although Woods may have African, Asian, American Indian and European ancestry, it is his non-European ancestry which makes him susceptible to racial exclusion.

One need only look at the top women’s magazines in each country to see how racial exclusion works. On US newsstands from January of 2006 to December of 2007, Cosmopolitan magazine featured only four women of color on the cover, one light-skinned black woman (singer Beyonce) and three light-skinned Latinas (actresses Eva Longoria and Jessica Alba and singer Christina Aguilera). The situation is far worse on Brazilian newsstands. Nova magazine featured no women of color on its covers in the last 29 issues, Boa Forma featured none over the past 59 issues and the Brazilian version of Elle magazine featured none over the past 37 issues. In other words, whether light, medium or dark-skinned, Brazilian women’s magazines rarely feature women of visible African ancestry on its magazine covers.

Thus, in the end, whether one is thought to be of predominant African ancestry or partial African ancestry, the result remains the same.

Em termos de raça na última década, parece que os EUA e o Brasil são se andando em direções opostas. Na ideologia racial e/ou, preto/branco nos EUA, ativistas multirraciais têm defendido uma identidade e classificação multirracial para as pessoas de raça mista. No Brasil multirracial, o Movimento Negro tem encorajado a aceitação de uma identidade negra para milhões de pessoas de cor que têm historicamente se identificado como mulatos, morenos e pardos. Na realidade, existem vários problemas com as duas ideologias.

Em primeiro lugar, em ambas as ideologias, o pressuposto é a existência da idéia de raça. Tanto quem defende uma classificação negro ou multirracial, estão baseados na falácia de raça. Em referência ao Brasil, o Movimento Negro tem tido dificuldade em convencer os 40% do país que definem-se como pardos a aceitar uma identidade negra. Nos EUA, o movimento multirracial ignora o fato de que mais de 80% dos afro-americanos já são racialmente mistos, para de defender uma categoria separada para as pessoas que são supostamente misturas de primeira geração de casais que são considerados interraciais.

Na realidade, a situação não é tão complicado como parece. Por quê? Considere este ponto. Vamos considerar que existem três pessoas de raça mista, que fisicamente não podem passar por brancas e as três parecem exatamente iguais. Vamos assumir que a mistura ancestral da primeira pessoa é 25% africana e 75% europeia. A segunda é 50% africana, 50% europeia, e a terceira é de 75% africana e de 25% europeia. Se todas elas parecem iguais, quem é negro e quem é multirracial? Em sociedades racistas, como o Brasil e os EUA, não importa, porque brancura é o padrão pela qual todos os três indivíduos serão julgados.

A mídia é um bom exemplo deste padrão. Segundo Carol Tator:

“Tecida na cultura dominante, e na cultura da maioria das organizações da midia, é a crença no ‘direito da brancura’ a norma universal que permite-se pensar, imaginar e falar como se brancura descrevesse o mundo. Esta suposição ainda está profundamente enraizado na maneira como a mídia representa as pessoas de cor… A sua participação limitada é vista como o resultado dos preconceitos dissimulados, obstáculos estruturais e racismo cultural, que é tecida no sistema coletivo de crenças, valores e normas da cultura dominante.”

Apesar de Tator ter descrevido a media canadense, as palavras podem ser facilmente aplicadas aos EUA e ao Brasil, em ambas as quais a estética europeia é o padrão dominante. No mundo dos negócios, governo, televisão e revistas, as pessoas de cor são invisíveis. Esta invisibilidade é talvez ainda mais evidente no Brasil, um país que tem se auto proclamado uma democracia racial há muitos anos e é o país com a maior população de descendentes africanos fora da África.

No final é a seguinte: em um mundo eurocentrista, as pessoas não experimentam discriminação racial devido à sua ascendência europeia, mas devido à sua visível ascendência não-europeia. Quer seja no Brasil ou os EUA, uma pessoa que parece com campeão de golfe Tiger Woods pode chamar-se multirracial se assim escolher. Embora Woods tenha ascendência africana, asiática, india e europeia, é sua ancestralidade não-europeia que o faz suscetível a exclusão racial.

Basta olhar para as mais popular revistas femininas em cada país para ver como funciona a exclusão racial. Nas bancas americanas de janeiro de 2006 a dezembro de 2007, a revista Cosmopolitan apresentou apenas quatro mulheres de cor nas capas, uma negra de pele clara (cantora Beyonce) e três latinas de pele clara (atrizes Eva Longoria e Jessica Alba e cantora Christina Aguilera). A situação é ainda pior nas bancas do Brasil. A revista Nova não apresentou nenhuma mulher de cor em suas capas nas últimas 29 edições, Boa Forma nao apresentou nenhuma nas últimas 59 edições e a versão brasileira da revista Elle apresentou nenhuma nas últimas 37 edições. Em outras palavras, seja pele clara, morena ou escura, revistas femininas brasileiras raramente apresentam mulheres de visível ascendência africana nas capas das suas revistas.

Assim, no final, seja algeum de predominante ascendência africana ou parcial ascendência africana, o resultado é o mesmo.

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