Blackout on the runway/Apagão na passarela

Allow me to say, I have never been a fan of Sean “P Diddy” Combs. Truthfully, I always wondered what it was that was so fascinating about the guy. Not much of a rapper. He doesn’t seem to care that people know he doesn’t write his own songs. I’ve seen plenty of better dancers. So what is it about Mr. Puffy? I mean Diddy….whatever. I find it fascinating how Hip Hop has evolved over the past 25 years. In the days of KRS-ONE, Chuck D. and Rakim, P. Diddy would have been laughed off the stage. Or perhaps thrown, for those of us that remember when KRS actually threw Prince B of Hip Pop duo PM Dawn from the stage after the hefty rapper had apparently dissed him. This is not the platform in which to debate Mr. Combs’ talents as an entertainer but rather to applaud a bit of activism Mr. Combs displayed last week.

Black models have always been a bit scarce in the fashion world, but with the triumphs of models such as Naomi Campbell, Tyra Banks and Iman over the past few decades, it appeared that models of color had quitely carved out their own little space in a lilly white fashion industry. But judging from last week’s complete “black out” in New York’s annual Fashion Week, it seems that black models are as scarce as Britney Spears’ panty collection. Campbell herself has been quite vocal in her outrage against the fashion industry’s recent Apartheid-like selection of runway models. After last week’s apparent “whites only” runway progression, superstar model Tyson Beckford wondered “What happened to all the black people on the runway?”

Similarly, just a month ago at Brazil’s Fashion Rio showcase, black model Alexandre Cerqueira asked, “Where are the blacks on Fashion Rio’s runways?” He answered his own question by stating something Brazil’s black models already knew: they are excluded. Although Afro-Brazilians are approximately half of Brazil’s 190 million citizens, one would think they were in Germany or Denmark judging from the models featured in Brazil’s biggest yearly fashion event. Reminiscent of the “sit-ins” of the Indian independence movement and American Civil Rights Movement, Cerqueira and 24 other black models, arms crossed, staged a protest in front of one of the fashion show’s tents.

“They put on 30 white models to parade on the runway, but only one black on the catwalk. Why can’t blacks dress in winter clothes in a winter campaign?”, asked model Katito. “We only want to work.” While Brazil has always claimed itself a “racial democracy”, its most popular model is Gisele Bündchen, who is of German descent. The majority of Brazil’s most popular models don’t stray far from the Bündchen phenotype. In São Paulo’s Fashion Week of
2001, 20 black models protested the “apagão (black out)” of black
models in Brazil’s other big fashion show.

In New York, Combs made a statement by featuring all black models at his annual Sean John Fall Fashion Show. The idea here is, if someone doesn’t invite you to their party, throw your own. It still amazes me when people like Adrianne Curry of “America’s Next Top Model” have the audacity to see a black TV channel or Black History Month as racist when history textbooks, TV programs and fashion runways continue to privilege white skin. Many white Brazilians see Brazil’s only magazine dedicated to it’s black population as racist even though one rarely sees black faces on the covers of Brazil’s top-selling magazines.

While I’m still not a “P. Diddy” fan, in this case, I applaud him for stepping up to the plate when the establishment would rather keep him on the bench.
Permita-me que lhe diga, nunca fui um fã de Sean “P Diddy” Combs. Na verdade, sempre me perguntei o que é que é tão fascinante sobre o cara. Não é um bom rapper. Ele não parece se importar que as pessoas saibam que ele não escreve suas próprias canções. Já vi muitos dancarinos melhores. Então, qual é a do Sr. Puffy? Quero dizer Diddy…. tanto faz. Acho fascinante como Hip Hop evoluiu ao longo dos últimos 25 anos. Nos dias de KRS-ONE, Chuck D. e Rakim, P. Diddy teria sido expulso do palco a base de gargalhadas. Ou talvez atirado, para aqueles de nós que lembram quando KRS realmente lançou Prince B do Hip Pop duo PM Dawn do palco após o pesado rapper ter aparentemente desrespeitado ele. Esta não é a plataforma para discutir os talentos de entretenimento do Sr. Combs, mas sim para aplaudir um pouco de ativismo Sr. Combs exibiu na semana passada.

Modelos negros sempre foram um pouco escassos no mundo da moda, mas com os triunfos de modelos como Naomi Campbell, Tyra Banks e Iman nas últimas décadas, parecia-se que modelos de cor tinham quietamente esculpido seu próprios lugarzinho em uma indústria da moda branca como os lirios. Mas, a julgar pelo completa falta de modelos negros na New York Fashion Week semana passada, parece que os modelos negros são tao escassos quanto a coleção de calcinhas de Britney Spears. A própria Campbell tem sido bastante vocal na sua indignação contra a recente seleção “Apartheidiana” de modelos de passarela pela indústria da moda. Após a apresentacao aparentemente “só para brancos” da semana passada, o modelo superstar Tyson Beckford perguntou “O que aconteceu com todos os negros na passarela?”
Da mesma forma, há um mês atras no Brasil, o Rio Fashion Week, o modelo negro Alexandre Cerqueira perguntou: “Onde estão os negros nas passarelas do Fashion Rio?”. Ele respondeu a sua própria pergunta afirmando algo que os modelos negros do Brasil já sabiam: são excluídos. Embora os afro-brasileiros sejam cerca da metade dos 190 milhões de cidadãos do Brasil, poderia-se pensar que estavam na Alemanha ou Dinamarca a julgar pelos modelos apresentados em um dos maiores eventos de moda no Brasil. Relembrando os protestos silenciosos do movimento da independência Indiana e do movimento dos direitos civis americanos, Cerqueira e 24 outros modelos negros, de braços cruzados, encenaram um protesto em frente a uma das tendas do evento de moda.
“Colocam 30 modelos brancos para desfilar num desfile, mas há apenas um negro por passarela.” Por que negro não pode vestir uma roupa de frio, na campanha de inverno?”, perguntou o modelo Katito. “Nós só queremos trabalhar”. Enquanto o Brasil sempre alegou ser uma “democracia racial”, a sua modelo mais famosa é Gisele Bündchen, que é de descendência alemã. A maioria dos modelos mais famosos do Brasil, não ficam muito longe do fenótipo de Bündchen. Em São Paulo Fashion Week de 2001, 20 modelos negros protestaram o “apagão”, de modelos negros no outro grande show de moda do Brasil.
Em Nova York, Combs fez uma declaração apresentando todos os modelos negros em seu Sean John Fall Fashion Show. A idéia aqui é, se alguém não o convida para uma festa, faça a sua própria. Me impressiona quando pessoas como Adrianne Curry de “America’s Next Top Model” têm a audácia de considerar um canal de TV ou o Mês da História Negra racista, enquanto os livros didáticos de história, os programas de TV e as passarelas da moda continuam a privilegiar a pele branca. Muitos brasileiros brancos veem a unica revista do Brasil dedicada à população negra como racista, embora raramente se veja um negro n capa das revistas mais vendidas do Brasil.
Embora eu ainda não seja um fa de “P. Diddy”, neste caso, eu o aplaudo tomar a iniciativa enquanto o sistema preferia tê-lo mantido no banco de reservas.

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