Archive for the ‘afro-americanos’ Category

The hidden danger of blatantly racist acts – O perigo oculto de atos racistas e flagrantes

June 17, 2009

The hidden danger of blatantly racist acts


Rusty DePass, Michelle Obama

In the past week, there have been a series of events that continue to prove the racial problem that exists in the United States. The election of Barack Obama has led many to believe that we are now living in a “post-racial” society. People who believe this to be true have apparently ignored all of the blatant displays of racial animosity, hatred and insensitivity. Last week, a man with connections to Neo-Nazi groups killed an African-American man in a museum dedicated to the Jewish Holocaust. Since then, we have seen Republican party activist Rusty DePass refer to a gorilla as one of First Lady Michelle Obama’s ancestors. We have also seen a racist e-mail sent by Sherri Goforth, a legislative aid for Republican senator Diane Black. The photo in the e-mail presented photos of all of the 44 American presidents. The photo in the 44th place that represented Obama was simply a picture of two eyes with a black background.

Throughout the presidential campaign and now during the Obama presidency, racist or derogatory jokes and depictions of the Obamas have been widespread. These jokes tell us a lot about the perceptions, true or false, that people seem to have. One, it is obvious that many people remain uncomfortable with seeing a black family in the White House. Two, for people who continue to question why Barack Obama should be considered black rather than biracial, these sentiments prove a point that I continue to make: it is the African ancestry of Barack Obama that is at the root of such racist comments and jokes. Regardless of his European ancestry, racist jokes and comments prove that Americans see Obama as a black man. And three, the existence of a small number of assumed white supremacists gives people the perception that white supremacy is no longer a serious problem.

The third point is perhaps the most important in countries that see themselves as lands of “equal opportunity” or “racial democracies”. Nowadays, openly racist white supremacists groups are an extreme minority in the United States. This does not mean that racism isn’t still a powerful force in society. When white supremacists share their racist beliefs or commit racially motivated hate crimes, it allows people who do not openly share racist views to hide and convince themselves that they are not racists. White supremacy is simply a belief that persons of primarily European ancestry and/or appearance are better than non-European people. By this definition, there are millions of people who are white supremacists although they may never admit it. The racist opinions of these types of people are only exposed at certain moments or with people in their social circle.

At this point, Republican activist Rusty DePass hasn’t been connected to any white supremacy groups, but after comparing Michelle Obama to a gorilla, his sentiments are obvious. In 1992, Afro-Brazilian politician Benedita da Silva ran for mayor of the city of Rio de Janeiro. Opponents made monkey gestures and said that she would plant a banana tree in the mayor’s mansion (Palácio). In 2002, da Silva became governor of the state of Rio de Janeiro after Anthony Garotinho decided to run for the presidency. When da Silva completed his term and Garotinho’s wife became governor, he said that he would disinfect the Guanabara Palace (state government headquarters of Rio) before his wife moved in. A common insult against Afro-Brazilians are the words “negro fedorento”, or “stinking black”. Garotinho also has no acknowledged connection with any of Brazil’s white supremacist or death squad groups.


Anthony Garotinho, Benedita da Silva

The point is, a person doesn’t have to belong to a racist group and openly declare white supremacy in order to be a white supremacist. In America of today, as has been the case in Brazil for many years, very few want to be considered a racist or a white supremacist. But in their minds, white people are the most beautiful and intelligent people on the planet. Their racist sentiments may occasionally appear publicly, but often times, don’t appear at all, at least publicly. In this sense, racists and white supremacy are somewhat like the air: it exists, and we are surrounded by it, but sometimes we don’t notice until the wind blows.

O perigo oculto de atos racistas e flagrantes

Na semana passada, houve uma série de acontecimentos que continuam a revelar o problema racial que existe nos Estados Unidos. A eleição de Barack Obama levou muitos a crer que estamos agora a viver em um “pós-racial” da sociedade. Pessoas que acreditam isso seja verdade parece ter ignorado todos das demonstrações flagrantes de animosidade, ódio e insensibilidade racial. Na semana passada, um homem com ligações a grupos neo-nazis matou um homem afro-americano em um museu dedicado ao Holocausto Judeu. Desde então, temos visto ativista do Partido Republicano Rusty DePass referir a uma gorila como uma antepassado da Primeira Dama Michelle Obama. Vimos também um e-mail racista enviado por Sherri Goforth, assisstente legislativo do senadora republicana Diane Black. A fotografia no e-mail apresentada fotos de todos dos 44 presidentes americanos. A fotografia no 44o lugar, que representou Obama foi simplesmente uma imagem de dois olhos com um fundo preto.

Durante toda a campanha presidencial e agora durante a presidência Obama, piadas e representações racistas ou depreciativos dos Obamas tem sido disseminado. Estas piadas nos dizer muito sobre a percepção, verdadeira ou falsa, que gente parece ter. Um, é óbvio que muitas pessoas continuam ser desconfortáveis com ver uma família negra na Casa Branca. Dois, para as pessoas que continuam a questionar por que Barack Obama deve ser considerada negra em vez de biracial, estes sentimentos provar um ponto que eu vou continuar a fazer: é a ascendência africana de Barack Obama que está na raiz de tais comentários e piadas racistas. Independentemente da sua ascendência europeia, piadas e comentários racistas provar que os americanos vêem Obama como um homem negro. E três, a existência de um pequeno número de supremacistas brancas assumidas dá à gente a percepção de que a supremacia branca já não é um problema grave.
O terceiro ponto é talvez o mais importante nos países que vêem-se como terras de “igual oportunidade” ou “democracias raciais”. Hoje em dia, grupos abertamente racistas de supremacistas brancas são uma minoria extremo nos Estados Unidos. Isto não quer dizer que o racismo não é ainda uma força poderosa na sociedade. Quando supremacistas brancas compartilham suas crenças racistas ou cometer crimes de ódio racial, permite pessoas que não abertamente compartilham pensamentos racistas a esconder e convencer-se que eles não são racistas. Supremacia branca é simplesmente uma crença em que as pessoas de ascendência e/ou aparência principalmente europeu são melhores que não-europeus. Por esta definição, existem milhões de pessoas que são supremacistas brancas embora eles nunca podem admitir isso. As opiniões racistas desses tipos de pessoas estão expostas apenas em certos momentos, ou com as pessoas nos seus círculos sociais.
Neste ponto, ativista republicana DePass Rusty não tem sido ligada a quaisquer grupos de supremacia branca, mas depois de comparar Michelle Obama com um gorila, seus sentimentos são óbvios. Em 1992, política afro-brasileira Benedita da Silva correu à prefeitura da cidade de Rio de Janeiro. Adversários faziam gestos de macaco e disse que ela ia plantar bananeira no Palácio Guanabara. Em 2002, Silva se tornou governadora do estado do Rio de Janeiro quando Anthony Garotinho decidiu de correr para a Presidência. Quando da Silva completou o mandato e a esposa de Garotinho tornou governadora, Garotinho disse que ia “desinfetar” o Palácio Guanabara antes de sua esposa se mudou. Um insulto comum contra os afro-brasileiros são as palavras “negro fedorento”. Garotinho também não tem nenhuma ligação reconheceu com quaisquer grupos de supremacista branca ou esquadrão de morte.
O ponto é que, uma pessoa não tem que pertencer a um grupo racista e declarar supremacia branca abertamente para ser uma supremacista branca. Na América de hoje, como tem sido o caso no Brasil durante muitos anos, muito pouco quer ser considerado um racista ou supremacista branca. Mas, em suas mentes, pessoas brancas são as pessoas mais bonitas e inteligentes do planeta. Seus sentimentos racistas podem ocasionalmente aparecem publicamente, mas muitas vezes, nem aparecem, pelo menos publicamente. Neste sentido, racistas e supremacistas brancas são um tanto como o ar: ele existe e estamos rodeados por ele, mas às vezes nós não notamos até o vento venta.

The danger of having brown skin – O perigo de ter pele marrom

June 15, 2009
The danger of having brown skin

Este sistema não tem futuro para a juventude negra. Revolução sim!

It’s interesting to note how people perceive race relations in the United States and in Brazil. In general, America has an image of a country of racial hatred and animosity. On the other hand, people perceive Brazil to be a place free of racism, discrimination and hatred. But when history and statistics are considered, it is difficult to understand why this perception exists. Although it is true that America does have a history of racial animosity and hatred, relations in Brazil are not always as cordial one would believe. When people think of countries that preach white supremacy, they usually imagine places like Nazi era Germany, Jim Crow America and Apartheid era South Africa. But if social inequality, inaccurate media representation and mistreatment of one group toward another are considered essential factors of white supremacy, Brazil also belongs in this category.

Because of world history, documentaries and news reports, many people are familiar with atrocities committed by the Nazis and the Ku Klux Klan, but it appears that few people know the history of death squads and the military police in Brazil. It might be surprising to know, but it is much more dangerous to be a citizen of Brazil than to be a citizen of the United States. A few statistics will prove my point.
Fight against the genocide of black people. React to racial violence. Don’t kill our children…

  • In 2003, police in Rio de Janeiro killed 4 times more people than police in the entire United States.
  • In 2003, police in Rio killed 1,195 people. By comparison, police in the entire United States killed 1,080 people within a three year period (2002-2004)
  • In 2003, police in São Paulo killed 868 people. In 1992, São Paulo police killed 61 times more people than New York City police killed in that same year (15 times more per capita)
  • In 2003, police in three Brazilian states (São Paulo, Rio de Janeiro and Minas Gerais) killed nearly 5 times more people than American police killed in the entire United States (1749 and 370 respectively)
  • Between 1990 and 2001, São Paulo police killed 7,942 people. Between those same years, police in the entire United States killed 4,558 people. To put these numbers in perspective, the combined total police murders in Rio de Janeiro and São Paulo in one year (2003) was 2,063. That is two-thirds the total number of US casualties (2,947) in nearly a three year period (March 2003 to December 2006) in the war in Iraq.
  • In 2004, in the northeastern Brazilian state of Bahia, 699 of the 706 deaths of people between the ages of 15 and 29 were Afro-Brazilian. In comparison, in another period of high murder rates, in a three year period (1987-1990) in the city of Chicago, 708 African-American men between the ages of 14 and 29 were killed.
  • In 2007, 426 African-American youth between the ages of 14 and 17 were killed in the entire United States. Between the years 2008 and 2009, more than 3,000 people were killed in the northeastern city of Recife. The population of Recife (in the state of Pernambuco) is 1.5 million. In comparison, the combined number of homicides in the states of New York and California in 2005 was approximately 3,400. The combined population of California and New York in 2005 was approximately 55 million.
  • In the Brazilian capital city of Brasilia in 2004, a black youth was 5 times more likely to be killed than a white youth. This is equal to a 2007 report about blacks in the city of Philadelphia, Pennsylvania.

Funeral of/de Sean Bell

The differences between the murders of African-Americans and Afro-Brazilians is that the vast majority of the murders of black men in Brazil appear to be committed by police and death squads, many of which are former or off duty police. In the United States, approximately 94% of murders of black men are committed by other black men. Because of these numbers, one writer described black killers of other black men the “Black KKK.” It should also be acknowledged that a large percentage of police in Brazil are Afro-Brazilian. The bottom line here is that whether the murders are committed by police, death squads or black men, having brown skin in either country can be dangerous.

Burial of/Enterro de Wellington Gonzaga da Costa, Marcos Correia & David Wilson Florêncio

O perigo de ter pele marrom

É interessante notar como gente percebe as relações raciais nos Estados Unidos e no Brasil. Em geral, a América tem uma imagem de um país de ódio racial e animosidade. Por outro lado, gente percebe Brasil ser um lugar livre de racismo, discriminação e ódio. Mas, quando história e as estatísticas são consideradas, é difícil compreender a razão este percepção existe. Embora é verdade que a América tem uma história de animosidade e ódio racial, as relações no Brasil não são tão como cordial como gente acredita. Quando gente pense em países que pregam supremacia branca, normalmente costumam imaginar lugares como a época de Alemanha nazista, a época de Jim Crow na América e o época de Apartheid em África do Sul. Mas, se a desigualdade social, representação impreciso na mídia e maus tratos de um grupo por outro são considerados fatores essenciais da supremacia branca, o Brasil também pertence nesta categoria.

Por causa da história do mundo, documentários e notícias, muitas pessoas estão familiarizados com atrocidades cometidas pelos nazistas e o Ku Klux Klan, mas parece que poucas pessoas sabem a história das esquadrões da morte e o polícia militar no Brasil. Pode ser surpreendente para saber, mas é muito mais perigoso para ser um cidadão do Brasil do que ser um cidadão dos Estados Unidos. Algumas estatísticas vai provar o meu ponto.

  • Em 2003, a polícia do Rio de Janeiro matou 4 vezes mais do que a policia em todos os Estados Unidos.

    Em 2003, a polícia no Rio matou 1.195 pessoas. Em comparação a polícia dos Estados Unidos matou 1.080 pessoas no período de 3 anos (2002-2004).

    Em 2003 a polícia de São Paulo matou 868 pessoas.

    Em 1992, São Paulo matou 61 vezes mais que a polícia de Nova York naquele mesmo ano (15 vezes mais per capita).

    Em 2003, a polícia de três estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) matou quase 5 vezes mais do que toda a polícia americana (1749 e 370 respectivamente).

    Entre 1990 e 2001, a policia de São Paulo matou 7942 pessoas. Neste mesmo espaço de tempo a polícia de todos os Estados Unidos matou 4.558 pessoas. Colocando se estes números em perspectiva, o total de crimes da policia do Rio e de São Paulo em 2003 foi 2063. Isto representa 2/3 do total de casualidades americanas (2947) num período de quase três anos (Março de 2003 a Dezembro de 2006) na guerra do Iraque.

    Em 2004, no estado da Bahia na nordeste brasileiro, 699 das 706 mortes de pessoas entre as idades de 15 e 29 eram afro-brasileiras. Em comparação, em outro período de altas taxas de homicídio, em um período de três anos (1987-1990) na cidade de Chicago, 708 homens afro-americanos entre as idades de 14 e 29 foram mortos.

    Em 2007, 426 juventude afro-americana entre as idades de 14 e 17 foram mortos em todo o Estados Unidos.

    Entre os anos 2008 e 2009, mais de 3.000 pessoas foram mortas em Recife do nordeste brasileiro. A população do Recife (no estado de Pernambuco) é de 1,5 milhões. Em comparação, o número combinado de homicídios nos estados americanos de Nova Iorque e Califórnia, em 2005 foi de aproximadamente 3.400. A população combinada da Califórnia e Nova York em 2005 foi de aproximadamente 55 milhões.

    Na Distrito Federal de Brasília, em 2004, um juventude negra foi 5 vezes mais provável ser morto do que uma juventude branca. Esta é igual um relatório de 2007 sobre os negros americanos na cidade de Filadélfia, Pensilvânia.

As diferenças entre os assassinatos de afro-americanos e afro-brasileiros é que a grande maioria dos assassinatos de negros no Brasil parecem ser cometidas por policiais e esquadrões da morte, muitos dos quais são ex-policias ou de folga. Nos Estados Unidos, cerca de 94% dos assassinatos de homens negros são cometidos por outros negros. Devido a estes números, um escritor negro descrito negros assassinos de outros negros o “negro KKK”. Também deveria ser reconhecido que uma grande percentagem da polícia no Brasil é afro-brasileiro.

O ponto final aqui é que, independentemente de os assassinatos sejam cometidos por policiais, esquadrões morte ou negros, ter pele marrom em qualquer país pode ser perigoso.

(Yet another) Black body falling on the ground – (Ainda mais um) Corpo negro caído no chão

June 5, 2009

(Yet another) Black body falling on the ground*

Omar J. Edwards
Well, it happened again. Another black man was killed because of perception and prejudgement. New York police-officer Omar J. Edwards was killed after he chased another man who he saw break into his car. After a brief struggle, the thief escaped from Edwards and began to run. Edwards pulled out his gun and pursued the man. Another policeman, riding in a car with other policemen, saw Edwards and fired six shots, killing Edwards. Edwards was not dressed in his police uniform when he was killed. The officer who killed Edwards was white. Edward’s death is another in a series of murders of black men, including those of Sean Bell in New York and Oscar Grant in Oakland, California.
The November 25th (2006) murder of Sean Bell by the New York Police Department was just another incident in a long line of injustices experienced by the black community in cases involving the police. Bell was to be married only hours after he was killed in a hail of 50 bullets fired at him by police officers who believed he and his two friends were armed. The weapons they were supposedly carrying were never found by the police. Bell’s friends Joseph Guzman and Trent Benefield were also wounded during the assault. This case reminds many of the violent murder of Amadou Diallo, the West African immigrant who was killed after being shot at 41 times by the NYPD in 1999. The police officers in that case were all acquitted.

In a country where blacks and whites have had a very strenuous history and black men are consistently victims of police abuse and homicide, race is again a factor in how this case will be judged. In this particular situation, I cannot say with any certainty that the officer that shot and killed Edwards was absolutely wrong. Without having seen the incident from the beginning, how would any police officer react in that scenario? Two men running, one man chasing the other with a gun. What would anyone think?
I would like to say that race had nothing to do with this particular scenario but I can’t be absolutely sure. The question is, if the two men running were both white, how would the officer who killed Edwards have reacted? Is there a possibility that he would not have immediately decided to fire shots? Raqiyah Mays, host of a radio station in New York notes the difference of perception when two men, one black and the other white, are doing the same thing. “How many times have you seen a black man running down the street and thought something negative? As opposed to seeing a white guy running down the street and you think he’s running late?”

This is also true in Brazil where there is a popular saying about this exact situation: “A white man running is an athlete, a black man running is a thief” (“Branco correndo é atleta preto correndo é ladrão”).

Research has shown that whites tend to react different in scenarios when someone is black than when someone is white. And although I cannot immediately label this a racist incident, there is still a necessity of accessing the image of black men and women in the imagination of any society in which blacks and whites live together.

Although Western societies continue to deny it, non-whites, particularly blacks, are still viewed as “the other”. A threat. Different. Dangerous. The legendary Frantz Fanon captured this sentiment perfectly. While studying psychiatry in Lyons, France, one day a white child noticed Fanon and said, “Look mommy, a negro! I’m scared!” This fear of the black man has humiliated millions of innocent people throughout the world. The Western world depiction of blacks has been the cause of humiliation, disrespect and even death for millions of African descendants throughout the world. It’s sad, but the death of Edwards because of a misperception is nothing new. And while the violent police murders of African-American men always seems to be in the news, the police assassinations of Afro-Brazilian men is a silent genocide that the international press has seemingly ignored.
Between the years 1995 and 1998, 517 African-Americans were killed by the entire American police department. That represents 35% of the 1,478 justifiable homicides committed by the police. African-Americans represent 13% of the US population. After evaluating more than 1,000 homicides committed by police in one city, Rio de Janeiro, between the years 1993 and 1996, reports show that 70% of victims were Afro-Brazilians. In 1999, 85% of victims of murders committed by police or the death squads in Brazil were Afro-Brazilians. At the time, Afro-Brazilians represented 45% of the population.
In an example of the cruelty and disregard for black life in Brazil, in June of 2008, the bodies of three black men, Wellington Gonzaga da Costa, Marcos Paulo Correia and David Wilson Florêncio were found in the trash in Rio de Janeiro. The police had stopped and frisked the men who were suspected of being drug dealers and carrying weapons. The search only produced one cell phone. 46 shots were fired at the men, the majority of them in the head. Da Silva’s arm had been cut off and Ferreira’s hands had been tied together before he was executed. The execution of young black men is very common in Brazil.
Wellington Gonzaga da Costa, Marcos Paulo Correia e David Wilson Florêncio

After evaluating more than 1,000 police homicides committed by police in one city, Rio de Janeiro, between the years 1993 and 1996, reports show that 70% of the murder victims were Afro-Brazilian. By the year 1999, 85% of the victims of murders committed by the police or death squads in Brazil were Afro-Brazilian. At the time, Afro-Brazilians represented about 45% of the Brazilian population. Although many Brazilians automatically accuse the United States of being the true racist country, elites in Brazil have always dreamt of Brazil being accepted as a white country, which can only happen through the elimination of the huge Afro-Brazilian population. The murders of Omar J. Edwards, Sean Bell, Oscar Grant, Wellington Gonzaga da Costa, Marcos Paulo Correia and David Wilson Florêncio demonstrates yet another thing that Brazil and America have in common: a disregard for black life.
*This is the title of a book by Afro-Brazilian author, Ana Flauzina, about the genocide against the Afro-Brazilian population perpetuated by the Brazilian state.
(Ainda mais um) Corpo negro caído no chão*

Bem, aconteceu de novo. Mais um homem negro foi morto por causa de percepção e julgamento antecipado. Polícial da cidade de Nova Iorque, Omar J. Edwards foi morto depois ele perseguiu um outro homem que ele viu arrombar em seu carro. Após uma breve luta, a ladrão fugiu de Edwards e começou a correr. Edwards puxou sua arma e seguiu o homem. Outro policial, andando em um carro com outras polícias, viu Edwards e disparou seis tiros matando Edwards. Edwards não estava vestido no seu uniforme policial quando ele foi morto. O policial que matou Edwards foi branco. A morte de Edwards é mais outra em uma série de assassinatos de afro-americanos, incluindo os de Sean Bell em Nova York e Oscar Grant em Oakland, Califórnia.

No dia 25 de novembro de 2006, Sean Bell foi morto com uma saraivada de balas, este é apenas um incidente na longa lista de injustiças sofridas pela comunidade negra em casos envolvendo a polícia. Bell iria se casar dentro de poucas horas quando foi morto por uma rajada de 50 tiros detonados contra ele por policiais que acreditavam que ele e seus amigos estavam armados. As armas que eles supostamente portavam nunca foram encontrados pela polícia. Joseph Guzman e Trent Benefield, amigos de Bell também foram feridos durante o assalto. Este caso faz lembrar a muitos o violento assassinato de Amadou Diallo, imigrante da África oriental que foi morto depois de atingido 41 vezes pela Policia de New York em 1999. Os policiais envolvidos neste caso foram todos absolvidos.
Em um país onde brancos e negros têm uma história muito extenuante e negros são constantemente vítimas de abuso policial e homicídios, raça é outra vez um fator na maneira que este processo será julgado. Nesta situação particular, não posso dizer com certeza que o polícial que baleado e morto Edwards foi absolutamente errado. Sem ter visto o incidente do início, como qualquer policial ia reagir nesse cenário? Dois homens correndo, um homem perseguindo o outro com uma arma. O que alguém ia pensar?
Gostaria de dizer que a raça não tem nada a ver com este cenário específico mas não posso estar absolutamente certo. A questão é, se os dois homens correndo eram brancos, como ia o polícial que matou Edwards tem reagido? Existe uma possibilidade de que ele não teria decidido imediatamente a disparar tiros? Raqiyah Mays, apresentador de uma estação de rádio em Nova Iorque notou a diferença de percepção quando dois homens, um negro e o outro branco, estão fazendo a mesma coisa. “Quantas vezes você viu um homem negro correndo pela rua e achei algo negativo? Em oposição a ver um branco correndo pela rua e você acha que ele está correndo atrasado?”
Isso também é válido no Brasil, onde existe um ditado popular sobre esta situação: “Branco correndo é atleta negro correndo é ladrão.”

Pesquisa demonstrou que brancos tendem a reagir diferentemente quando alguém é negro do que quando alguém é branco. E embora eu não posso imediatamente rotular este incidente como racista, ainda há uma necessidade de acessar a imagem de homens e mulheres negras na imaginação de qualquer sociedade em que negros e brancos vivem juntos.
Embora as sociedades ocidentais continuam a negá-lo, não-brancos, especialmente negros, ainda são vistos como “o outro”. Uma ameaça. Diferentes. Perigoso. O lendário Frantz Fanon capturou perfeitamente este sentimento. Enquanto estudava psiquiatria em Lyon, França, certa dia uma criança branca notado Fanon e disse, “Olha mãe, um negro! Estou com medo!” Este medo do homem negro tem humilhado milhares de pessoas inocentes em todo o mundo. O representação do mundo ocidental dos negros tem sido a causa de humilhação, desrespeito e até mesmo a morte de milhões de descendentes africanas em todo o mundo. É triste, mas a morte de Edwards por causa de uma má interpretação não é nada de novo. E enquanto os assassinatos policiais violentos de homens afro-americanos parecem estar sempre nas notícias, os assassinatos polícias de homens afro-brasileiros é um genocídio silencioso que a imprensa internacional tem aparentemente ignorados.
Entre os anos de 1995 e 1998, 517 afro-americanos foram mortos pela polícia americana. Isto representa 35% dos homicídios justificáveis cometidos pela policia. Os afro-americanos representam 13% da população americana. Após avaliar mais de 1000 homicídios cometidos pela policia em uma cidade, Rio de Janeiro, entre os anos de 1993 e 1996, os relatórios mostram que 70 % das vítimas eram afro-brasileiros. No ano de 1999, 85% das vitimas de assassinatos cometidos pela policia ou esquadrões da morte no Brasil eram afro-brasileiros. Ao tempo, os afro-brasileiros representaram 45% da população brasileira.

Em um exemplo da crueldade e desprezo pela vida negra no Brasil, em junho de 2008, os corpos de três homens negros, Wellington Gonzaga da Costa, Marcos Paulo Correia e David Wilson Florêncio foram encontrado no lixo no Rio de Janeiro. A polícia havia parado e revistou os homens que eram suspeitos de serem traficantes de drogas e carregando armas. A revista só produziu um telefone celular. 46 tiros foram disparadas aos homens, a maioria deles na cabeça. Da Silva’s braço tinha sido decepado e os braços de Ferreira teve seus mãos amarrados antes ser executado. A execução de jovens negros é muito comum no Brasil.
Embora muitos brasileiros automaticamente acusam os Estados Unidos de ser a país verdadeiramente racista, elites no Brasil sempre sonhou de o Brasil ser aceitou como um país branca que só pode acontecer pela eliminação da grande população afro-brasileira. Os assassinatos de Omar J. Edwards, Omar J. Edwards, Sean Bell, Oscar Grant, Wellington Gonzaga da Costa, Marcos Paulo Correia and David Wilson Florêncio demonstra ainda uma outra coisa que o Brasil e América têm em comum: um desprezo pela vida negra.
* – Este é o título de um livro do autor afro-brasileiro, Ana Flauzina, sobre o genocídio contra a população afro-brasileira perpetuado pelo estado brasileiro.

African-American men and sexual tourism in Brazil, Part 1 – Homens afro-americanos e turismo sexual no Brasil, Parte 1

May 31, 2009

African-American men and sexual tourism in Brazil

In 2006, various writers began exposing a little secret that African-American men had keeping: sexual tourism in Brazil. Millions of black American men had been “introduced” to Brazilian women through the music videos of rappers like Snoop Dogg and Ja Rule. Rapper TI mentioned Brazilian women in the lyrics of his song, “Let’s Get Away”. In 2003, Hip Hop producer Pharrell Williams released a documentary about his search for the sexiest Brazilian model in Rio de Janeiro. Adult film production companies were recording many of their films in various cities throughout Brazil, particularly in Rio de Janeiro. Professors like William Jelani Cobb of Spelman College in Atlanta, Georgia, and Tracy Denean Sharpley-Whiting of Vanderbilt University focused part of their work on the phenomenon of African-American men and sexual tourism in Brazil. And in 2008, social worker Jewel Woods and journalist Karen Hunter, released the most complete analysis of the new trend in their book, Don’t Blame It On Rio: The Real Deal Behind Why Men Go to Brazil for Sex.

Online forums and comment sections on websites and blogs were filled with thousands of comments by African-Americans, men and women, who were eager to share their opinions on the subject. African-American women were disgusted. Many African-American men expressed their desire to go to Brazil and experience an apparent sexual paradise for black men. The question of why so many African-American men were going to Brazil for sexual escapades was asked on hundreds on websites and blogs.

According to the work of Cobb, Sharpley-Whiting, Woods and Hunter, there were several reasons for the sudden fascination with Brazil. Some reasons include: the “pornification” of hip hop, the obesity rates of African-American women, the confrontational attitudes of African-American women, and the abundance of mixed race women, with long, curly hair and curvaceous bodies. In Brazil, women appear to be the exact opposite. There are far fewer obese Brazilian women than in America. The Brazilian women that these men meet are beautiful, non- confrontational and offer affection and memorable sexual experiences (for a price) that these men don’t think they receive in America. And with the value of the American dollar normally worth two to three Brazilian reais, these men spend much less in Brazil in comparison to what they would pay for similar “services” in America.
Besides the apparent conflict at the root of many relationships between African-American men and women, another aspect of this of this fascination with Brazilian women, is the self-hatred that has been a part of the African-American experience since the slavery era. As is true of Afro-Brazilians and other blacks in the African Diaspora, African-Americans have been psychologically trained to hate blackness. On the surface, African-Americans claim to be “black and proud”, but in reality, we, as a group, have never been able to heal from the wounds of self-hatred. African-American men have consistently proven that they prefer women of lighter skin, long (less nappy) hair and less prominently African facial features. In regards to Brazil, let me say, there are millions of Afro-Brazilian women that have the same physical appearances as African-American women. If many of these women appeared on the streets of any black community in America, no one would know that they were Afro-Brazilian until they spoke.
Afro-Brazilian women
Mulheres afro-brasileiras
Afro-Brazilian women
Mulheres afro-brasileira


Vanessa Williams, Halle Berry

But it is not average African-American woman that these men are pursuing. The African-American man in Brazil is searching for the mulata and mestiça type that they see in popular hip hop music videos. In American terms, they are searching for the Beyonce, Ciara, Jennifer Lopez, Alicia Keys type of women, and in Brazil, this physical type is plentiful. Although there are millions of Brazilian women that are clearly black, there are also millions that are indefinable racially. I’m not speaking of women like Halle Berry, or even Vanessa Williams, women who have light or tanned skin yet still prominent African features, I’m speaking of the Gloria Velez type that is not black enough or white enough to be labeled as one or the other. Brazilian model Viviane Araújo is a good example of this type of woman. What does this say about black pride?


Viviane Araújo, Gloria Velez

Homens afro-americanos e turismo sexual no Brasil
Em 2006, vários autores começaram a expor um segredinho que homens afro-americanos estavam mantendo: o turismo sexual no Brasil. Milhões de homens negros americana tinha sido “introduzido” às mulheres brasileiras através do vídeos de música dos rappers como Snoop Dogg e Ja Rule. Rapper TI mencionou mulheres brasileiras nas letras de sua música, “Let’s Get Away”. Em 2003, produtor de hip hop americano Pharrell Williams lançou um documentário sobre sua busca para o modelo brasileira mais gostosa no Rio de Janeiro. Empresas de produção de filmes pornôs foram filmando muitos dos seus filmes em várias cidades por todo do Brasil, particularmente em Rio de Janeiro. Professores como William Jelani Cobb de Spelman College, em Atlanta, Geórgia, e Tracy Denean Sharpley-Whiting da Vanderbilt University centrou parte das suas obras sobre o fenómeno de homens afro-americanos e turismo sexual no Brasil. E em 2008, assistente social Jewel Woods e jornalista Karen Hunter lançado a análise mais completa da nova tendência em seus livro, Don’t Blame It On Rio: The Real Deal Behind Why Men Go to Brazil for Sex (Não culpa Rio: A razão verdadeira os homens vão ao Brasil para o sexo).
Fóruns on-line e secções de comentários em sites e blogs foram enchidos com milhares de comentários por homens e mulheres afro-americanos, que estavam ansiosos para compartilhar suas opiniões sobre o assunto. Mulheres afro-americanos foram enojada. Muitos homens afro-americanos expressaram a sua vontade de ir ao Brasil e viver sexual em um aparente paraíso sexual para os homens negros. A pergunta de porquê tantas homens afro-americanos estavam indo ao Brasil para escapadas sexuais foi perguntado nas centenas de sites e blogs.
Segindo a obra de Cobb, Sharpley-Whiting, Woods e Hunter, havia várias razões para o fascínio repentino com o Brasil. Algumas razões incluem: a “pornificação” de hip hop, as taxas de obesidade das mulheres afro-americanas, as atitudes confrontacionais das mulheres afro-americanas ea abundância das mulheres de raça mista de cabelos longos e encaracoladas e corpos curvaceous. No Brasil, as mulheres parecem ser exatamente o oposto. Há muito menos mulheres brasileiras obesas do que as mulheres americanas obesas. As mulheres brasileiras que estes homens encontram são lindos, não-confrontacionais e oferecer carinho e experiências sexuais memoráveis (por um preço) que estes homens não acham que eles recebem na América. E com o valor do dólar americano vale normalmente dois a três reais, estes homens gastam muito menos no Brasil em comparação com o que eles teriam de pagar pelas “serviços” semelhantes na América.
Além do aparente conflito na raiz de muitos relacionamentos entre homens e mulheres afro-americanos, mais um aspecto deste fascínio com as mulheres brasileiras é o auto-ódio que tem faz uma parte da experiência afro-americana desde a época de escravidão. Como é o caso dos afro-brasileiros e de outros negros na diáspora africana, afro-americanos terem sido treinados psicologicamente odiar negrura. Na superfície, afro-americanos alegam ser “negro e orgulhoso”, mas, na realidade, nós, como um grupo nunca foram capazes de curar as feridas do auto-ódio. Afro-americanos têm consistentemente demonstrado que os homens preferem mulheres da pele mais clara, cabelos longos (e menos pixaim) e características faciais menos proeminente africana. Em relação ao Brasil, deixa-me dizer, existem milhões de mulheres afro-brasileiros que têm a mesma aparência física das mulheres afro-americanas. Se muitas destas mulheres apareceram nas ruas de qualquer comunidade negra na América, ninguém pensaria que eram afro-brasileiras até que eles falaram.
Mas não é comum mulher afro-americana que estes homens estão procurando. O homem afro-americano no Brasil está buscando o tipo mulata e mestiça que eles vêêm nos vídeos populares de hip hop. Em termos americanos, eles estão buscando o tipo Beyoncé, Ciara, Jennifer Lopez e Alicia Keys, e no Brasil, este tipo físico é abundante. Ainda existem milhões de mulheres brasileiras que estão claramente negras, mas há também milhões que estão racialmente indefinível. Não estou falando das mulheres como Halle Berry, ou mesmo Vanessa Williams, as mulheres de pele morena ou clara mas ainda características proeminente africanas, estou falando do tipo Gloria Velez que não é suficiente negra ou suficiente branca para ser rotulado como uma ou a outra. Modelo brasileira Viviane Araújo é um bom exemplo deste tipo de mulher. O que este dizer sobre este orgulho negro?

Television and the Perpetuation of Black Self-Hatred/A televisão ea perpetuação do auto-ódio negro

December 31, 2008

Television and the Perpetuation of Black Self-Hatred

The NAACP (National Association for the Advancement of Colored People) recently released another study of the diversity or lack of diversity in the American television industry. In the fourth installment of the report entitled “Out of Focus, Out of Sync, Take 4“, the organization reported a “virtual disapperance” of television programs aimed at the African-American community since minor television networks WB and UPN merged to form the CW network. Only one major television network (CBS) features a cast led by African-Americans. The report also found an 8% decrease of minority actors featured on prime-time programs between 2002 and 2007 and a 17% decrease of minority writers from the previous season. Minorities studied included African-Americans, Hispanics, Asians and Native Americans. The situation in Brazil is even worse. According to study entitled “Where is the black on public TV?”, 88.6% of television hosts and 93.3% of journalists are white. Another statistic showed that 82% of all Brazilian television programming featured nothing about race or approached Afro-Brazilian themes. Afro-Brazilians represent half of Brazil’s 190 million citizens.
In many ways, the struggle for black representation on televison in the two countries represent the different stages of the struggle for equality for African descendants in the two countries. On the four major American television networks, African-Americans, who represent 13% of the American population, actually achieve or slightly surpass their population proportions on television but are severely underrepresented as writers, producers and directors of television programming. After the gains of the Civil Rights Movement in the past 50 years that presented more opportunity for African-American actors in front of the camera, African-Americans now struggle for control of how they are portrayed in front of the camera from behind the camera where opportunities for black writers, producers and directors are rare. For example, in the 2005-2006 television season, black writers represented only 5.2% of all writers employed.
For Afro-Brazilians, where some estimate the victories of the Black Movement to be 20-40 years behind the struggle in America, the immediate challenge is still securing roles for darker faces on Brazilian television screens. Some people continue to ask why it is still necessary to discuss the issue of the lack of diversity in front of and behind the television camera. The answer remains the same. The mental and emotional stability and well-being of both these populations after having endured hundreds years of slavery and post-abolition racism, exclusion and white supremacy has still yet to be fully addressed in either country. A number of authors have written about the sickness of self-hatred perpetuated by a system of white supremacy that has been disasterous for the self-esteem of millions of African descendants throughout the Diaspora. Within the psyche of many blacks, there remains a rejection of blackness and a lack of self-love that manifests in the high rates of black-on-black violence, the desire (acknowledged or denied) to be white or produce white or lighter-skinned offspring and the overall adoration of whiteness. The invisibility of blacks on television and or their negative representation when they are presented, represents at best the opinion of the dominant society that blacks are inferior or at worst, they should disappear.
The power of television and the overall media resides in the acceptance of this thesis by the excluded population that has yet to address the psychological horrors and wounds that have been inflicted over the duration of its existence.

A televisão ea perpetuação do auto-ódio negro.

A NAACP (National Association for the Advancement of Colored People/Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor) recentemente lançado mais uma estudo da diversidade ou da falta de diversidade na indústria televisão americana. Na quarta parcela do relatório intitulado “Out of Focus, Out of Sync, Tome 4″ (Fora de foco, fora de ordem, #4) a organização relatou o “desaparecimento virtual” das programas de televisão que visam a comunidade afro-americana desde as redes menores de televisão WB e UPN fundiram para formar a rede CW. Apenas uma das rede maiores de televisão (CBS) apresenta um elenco liderado por afro-americanos. O relatório também encontrou uma diminuição de 8% nas atores minorias apresentados nas programas de horário nobre entre 2002 e 2007 e uma redução de 17% dos escritores minorias na temporada anterior. Minorias estudada incluiu afro-americanos, hispânico-americanos, asiático-americanos e índios americanos nativos. A situação no Brasil é ainda pior. Segundo o estudo, intitulado “Onde está o negro na TV pública?”, 88,6% dos apresentadores de televisão e 93,3% das jornalistas são brancos. Outra estatística mostrou que 82% de todos das programações de televisão brasileira apresentou de nada sobre raça ou abordados temas afro-brasileiras. Afro-brasileiros representam metade da população brasileira, 190 milhões de cidadãos.
Em muitos aspectos, a luta pela representação negra no televisão nos dois países representam as etapas diferentes da luta pela igualdade para descendentes africanas nos dois países. Nas quatro redes principais de televisão americana, afro-americanos, que representam 13% da população americana, realmente atingim ou superam ligeiramente sua proporção da população na televisão, mas são gravemente subrepresentadas como escritores, produtores e diretores de programação de televisão. Após os ganhos do Movimento dos Direitos Civis nos últimos 50 anos, que apresentou mais oportunidades para afro-americanos na frente da câmera, agora afro-americanos lutam pelo controlo da forma como elas são retratadas na frente da câmera de atrás da câmera onde as oportunidades para escritores, produtores e diretores negras são raras. Por exemplo, na temporada de televisão de 2005-2006, escritores negros representaram apenas 5,2% de todos os escritores empregados.
Para afro-brasileiros, onde alguns estimam que as vitórias do movimento negro a ser 20-40 anos atrás a luta na América, o grande desafio é ainda a garantir papéis para rostos mais escuros na televisão brasileira. Algumas pessoas continuam a perguntar porque é ainda necessário que discutir a questão da falta de diversidade na frente da televisão e atrás da câmera. A resposta continua a mesma. A estabilidade emocional e mental eo bem-estar de ambas as populações depois de ter sofrido centenas anos de escravidão e racismo pós-abolição, exclusão, e supremacia branca ainda não tem sido abordada plenamente em qualquer país. Uma série de autores têm escrito sobre a doença de auto-ódio perpetuado por um sistema de supremacia branca que tem sido desastroso para a auto-estima de milhões de descendentes africanas por toda da diáspora. Dentro da psique de muitos negros, há ainda uma rejeição da negritude e uma falta de auto-amor que se manifesta nas altas taxas de violência negra-contra-negra, o desejo (reconhecida ou negada) a seja branco ou produzir proles brancas ou de pele mais clara e da adoração de brancura em geral. A invisibilidade dos negros na televisão e/ou sua representação negativa, quando são apresentados, na melhor das hipóteses, representa a opinião da sociedade dominante que os negros são inferiores ou, na pior das hipóteses, que eles devem desaparecer.
O poder da televisão e da mídia em geral reside na aceitação desta tese pela população excluída que ainda não enfrentar o horror psicológico e feridas que foram infligidos ao longo da duração da sua existência.

Race in America and Brazil: Is there a legitimate difference? / Raça na América e no Brasil: Existe uma diferença legítima?

October 23, 2008
In the African Diaspora, blackness by definition also includes Mestizaje or Mestiçagem, the Spanish and Portuguese words meaning racial mixture. In other words, because of the history of racial mixture in the Americas, most persons of African descent in the Americas also have Native American and/or European ancestry in their family trees. We I say the Americas, I refer to all countries from Canada to Argentina and all of the islands in the Caribbean. Discussing the idea of blackness and mestiçagem is a sure way to start a debate or argument depending on the perspective of the persons involved in the debate. Anthroplogists have for many years written that the idea of race, racial classification and racial identity are atextreme opposites when one compares the United States with Brazil and the rest of Latin America and the Caribbean.
During the Civil Rights Movement in the United States, persons of African ancestry were encouraged to define themselves as blacks even if non-African ancestry was a part of their genetic history. In this way, persons of African descent empowered themselves by claiming a black identity in a society that denigrated blackness. On the other hand, although there have existed various black social and cultural movements in Brazil, there has never existed a mass, national civil rights movement in which persons of African descent idetified themselves as blacks. Thus, in some ways, if compared with the United States, black identity in Brazil today could be compared with two eras in United States history: pre-Civil Rights and post-Civil Rights. In other words, as in the United States before and after the Civil Rights Movement, there are people who have accepted a black identity and others who avoid blackness at all costs even when their African ancestry is obvious.
This rejection of a black identity was common in the United States and Brazil. The comedian Richard Pryor captured this denial of blackness perfectly on one his albums. Imitating the typical response of the black American in the 1950s, Pryor exclaimed, “Black? Don’t call me black, I’m a negro!!”
The legendary Malcolm X also acknowledged this denial of blackness amongst many black Americans. In one of his famous speeches, Malcolm X affirmed:
“Very few of our people really look upon themselves as being black. The think of themselves as practically everything else on the color spectrum except black. And no matter how dark one of our people may be, you rarely hear him call himself black.”
It is important to understand that during the 1950s and 1960s in the United States, African-Americans began to reject the term negro in favor of the term black. In Brazil today, Afro-Brazilian militants encourage persons of visible African ancestry to reject terms like moreno, preto and mulatto in favor of the term negro.
These ideals have created conflict, exclusion and adherence to group allegiance. Although studies seem to prove that race inthe United States and Brazil are completely different, I would argue that the two systems of racial classification are notas different as they appear. For instance, it is well known that Brazilians use many terms to identify a person according tohis or her phenotype (moreno, mulatto, sarara, for example). But this is also true of African-Americans (chocolate, caramel,high yellow, blue-black, etc.) Studies have also shown that, as in Brazil, African-Americans that look less African have acertain degree of advantages over others with darker skin or more African features (nose, hair, lips, etc.).
In Brazilian terms, one of these groups would be defined as black and the other, brown. In the past few years, Well-known Brazilian social scientists and journalists have intensified their arguments that these groups should be treated as two totally separate, distinct groups although socioeconomic studies prove that these groups experience discrimination in similar ways. In Brazil today, there is a dispute about racial classification between one side that believes Brazil is a mixed race nation that is not and should not be divided into a bipolar nation as exists in the United States. On the other side, there are black militants who insist that the country is already divided into white and non-white. Which side is right and what is the difference in comparison with the United States?
This discussion will continue….
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Na Diáspora Africana, negrume, por definição, inclui também Mestizaje ou Mestiçagem, as palavras no Espanhol e Português significado mistura racial. Em outras palavras, por causa da história de mistura racial nas Américas, a maioria das pessoas da ancestralidade africana nas Américas também têm ancestralidade índia, e/ou Europeu nas árvores genealógicas da suas famílias. Quando eu digo as Américas, refiro-me a todos os países do Canadá à Argentina e todas as ilhas das Caribe. Discutindo a idéia de negrume e mestiçagem é uma maneira de iniciar um debate ou disputa dependendo da perspectiva das pessoas envolvidas no debate. Anthroplogists ter escrito há muitos anos que a ideia da raça, da classificação racial ea identidade racial estão em extremos opostos quando se compara os Estados Unidos com o Brasil eo resto da América Latina e as Ilhas da Caribe.
Durante o Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos, a gente de ascendência africana foram incentivados a definir eles mesmos como negros, mesmo se ancestralidade não-africana fez parte da sua história genética. Desta forma, as pessoas de ascendência africana ganharam empoderamento pelo afirmação de uma identidade negra em uma sociedade que denegrido negrume. Por outro lado, embora existam vários movimentos sociais e culturais negras no Brasil, uma movimento nacional massa para direitos civis no qual pessoas de ascendência africana se identificaram como negros nunca existiu. Assim, de certa forma, se comparado com os Estados Unidos, a identidade negra no Brasil hoje em dia pode ser comparada com duas época na história dos Estados Unidos: pré-Direitos Civis e pós-Direitos Civis. Em outras palavras, como nos Estados Unidos antes e depois do Movimento dos Direitos Civis, há pessoas que aceitam uma identidade negra e outros que evitar a todo o custo a associação com negrume, mesmo quando sua ascendência africana é óbvio.
Esta rejeição de uma identidade negra era comum nos Estados Unidos e no Brasil. O comediante Richard Pryor capturou esta negação de negritude perfeitamente em um de seus álbums. Ao imitar a resposta típica do black americano na década de 1950, Pryor exclamou, “Black? Não me chamar de black, eu sou um negro!!”
O lendário Malcolm X também reconheceu esta negação da negritude entre muitos negros americanos. Em um de seus famosos discursos, Malcolm X afirmou:
“Muito poucas da nossa gente realmente se vêem como negros. Eles se vêem como praticamente tudo no espectro de cor além de negro. E não importa quanto escuro um de nossa gente pode ser, você raramente ouviu ele chamar-se black.”
É importante compreender que durante os anos 1950 e 1960 nos Estados Unidos, afro-americanos começaram a rejeitar o termo “negro” em favor do termo “black”. No Brasil, hoje, militantes afro-brasileiras encorajam as pessoas de ascendência africana visível a rejeitar termos como moreno, mulato e preto em favor do termo negro.
Estes ideais têm criado conflito, a exclusão ea aderência ao grupo fidelidade. Embora os estudos parecem demonstrar que a raça nos Estados Unidos e no Brasil são completamente diferente, eu diria que os dois sistemas de classificação racial não são tão diferentes como eles aparecem. Por exemplo, é sabido que muitos brasileiros utilizam termos para identificar uma pessoa de acordo com o seu fenótipo (moreno, mulato, sarará, por exemplo). Mas este é também verdade entre os afro-americanos (chocolate, caramelo, alta amarelo, azul-preto, etc) Estudos mostraram também que, como no Brasil, afro-americanos que têm uma aparência menos africana tem um certo grau de vantagens sobre os outros com pele mais escura ou características mais africanas (nariz, cabelo, lábios, etc.)
Em termos brasileiros, um desses grupos seriam definidos como negro eo outro, mulato ou moreno. Nos últimos anos, bem conhecidas cientistas sociais brasileiras e os jornalistas têm intensificado os seus argumentos de que estes grupos devem ser tratados como dois grupos totalmente separados, e distintos embora estudos socioeconômicos provam que estes grupos vivem a discriminação de formas semelhantes. No Brasil, hoje, existe uma disputa sobre classificação racial entre um lado que acredita que o Brasil é uma nação de mistura racial que não é e não deve ser dividida em uma nação bipolar como existe nos Estados Unidos. Por outro lado, há militantes negros que insistem que o país já é dividido em branco e não-branco. Qual lado tem razão e o que é a diferença em comparação com os Estados Unidos?
Esta discussão vai continuar ….

President of Brazilian black college visits US/Presidente de universidade negra brasileira visita EUA

October 22, 2008

José Vicente, Unipalmares, Barack Obama: We are together

The exchange between Afro-Brazilians and African-Americans has taken another step in the past month. In September, José Vicente, president of the only black university in Brazil and Latin America, Unipalmares, began a tour of the United States. On his trip, Vicente visited Howard University in Washington DC, one of the oldest black universities in the United States. Vicente also participated in the Congressional Black Caucus Foundation, a yearly meeting that
attracted more than 5,000 people from around the world. The discussion of the Caucus of this year was the importance to the black world of Democratic candidate Barack Obama being elected president of the United States.

Before his trip, the NGO, Afrobras, started a campaign intitled, “Obama we are together” that collected signatures as gestures of support for the senator from Illinois. The campaign sought to collect more 18,000 signatures for the candidate that would become the first black president of the United States. Afrobras is an NGO dedicated to increasing the access of Afro-Brazilians to Brazilian universities. In 2002, Afrobras created Unipalmares, a private university that reserves 50% of its vacancies to Afro-Brazilian students. Today, 87% of the students at Unipalmares are Afro-Brazilian. The complete name of the university is the University of Zumbi of Palmares Citizenship. The university is named after the revolutionary 17th century black leader of the greatest maroon society in the history of Brazil.

In Atlanta, Georgia, Vicente visited the memorial of Martin Luther King, Jr. and another well-known black university, Moorehouse college. Vicente also visited Indiana, Texas and California on his trip. In other news of Brazilian support of Obama, a Brazilian journalist named Daniela wrote a message on the official Barack Obama website proclaiming Afro-Brazilian support of the Democratic candidate. According to the message, Unipalmares wants to invite Obama to a video conference with students and teachers of the university. Vicente also reached an agreement for a student exchange program with Xavier University in Louisiana. According to the agreement, two students and one professor from Unipalmares would visit the school located in New Orleans for 20 days beginning in the first semester of 2009.

O intercâmbio entre os afro-brasileiros e os afro-americanos tomou mais um passo no passado mês. Em setembro, José Vicente, presidente da somente “universidade negra” no Brasil e na América Latina, Unipalmares, começou uma turnê dos Estados Unidos. Em sua viagem, Vicente visitou Howard University, em Washington DC, um das mais antigas “universidades negras” nos Estados Unidos. Vicente também participou da Congressional Black Caucus Foundation, uma reunião anual que atraiu mais de 5000 pessoas de todo o mundo. A discussão do Caucus deste ano foi a importância para os negros do mundo Democrática do candidato Barack Obama ser eleito presidente dos Estados Unidos.

Antes de sua viagem, a ONG, Afrobras, iniciou uma campanha intitulado, “Obama estamos juntos”, recolheram assinaturas como gestos de apoio do senador do estado de Illinois. A campanha procurou recolher mais do que 18.000 assinaturas para o candidato que se tornaria o primeiro negro presidente dos Estados Unidos. Afrobras é uma ONG dedicada a aumentar o acesso dos afro-brasileiros nas universidades brasileiras. Em 2002, Afrobras criou Unipalmares, um universidade privada que reserva 50% das suas vagas para estudantes afro-brasileiras. Hoje, 87% dos estudantes de Unipalmares são afro-brasileiras. A completa nome da universidade é a Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares. A universidade é nomeado após o líder negro revolucionário do século 17 do maior quilombo na história do Brasil.

Em Atlanta, Geórgia, Vicente visitou o memorial de Martin Luther King, Jr. e uma outra bem conhecida universidade negra, Morehouse College. Vicente também visitou outros estados, como Indiana, Texas e Califórnia durante sua viagem. Em outras notícias de apoio brasileiro para Obama, um jornalista brasileiro chamado Daniela escreveu uma mensagem no site oficial do Barack Obama e proclamou o apoio afro-brasileiro ao candidato democrata. Segundo a mensagem, Unipalmares pretende convidar Obama para uma vídeo conferência com alunos e professores da universidade. Vicente também chegou a um acordo para um programa de intercâmbio estudantil com Xavier University, em Louisiana. Segundo o acordo, dois estudantes e um professor da Unipalmares ia visitar a escola localizada em Nova Orleans durante 20 dias no início do primeira semestre de 2009.

Dreamgirls Americanas – Dreamgirls Brasileiras

October 19, 2008


Jennifer Hudson, Beyoncé Knowles, Anika Noni Rose/Lucy Ramos, Ildi Silva, Preta Gil

Look at these photos very carefully. At first glance, you may think that you are looking at two photos of the 2006 film, Dreamgirls. In reality, one of the photos was taken from the actual film while the other is an imitation. On the left are American actresses Jennifer Hudson, Beyoncé Knowles and Anika Noni Rose in the film. On the right, is a photo that appeared in the Brazilian magazine Quem, featuringthree Brazilian women in the same roles. From left to right are actresses Lucy Ramos, Ildi Silva and singer Preta Gil. Before there is any confusion or misunderstanding, there was not an actual Brazilian version of the film.
Olhe estas fotos com muito cuidado. À primeira vista, pode pensar que está olhando duas fotos do filme de 2006, Dreamgirls: Em Busca de Um Sonho. Na realidade, uma das fotos foi tirada do próprio filme enquanto o outro é uma imitação. À esquerda são atrizes americanas Jennifer Hudson, Beyoncé Knowles e Anika Noni Rose no filme. À direita, está uma foto que apareceu na revista brasileira “Quem”, que apresenta três mulheres brasileiras nos mesmos papéis. Da esquerda para direita são atrizes Lucy Ramos, Ildi Silva e cantora Preta Gil. Antes que haja confusões ou mal-entendido, não houve uma versão brasileira real do filme.

Black yet mixed, Mixed yet black, Part 1/Negro contudo mestiço, mestiço contudo negro, Parte 1

October 17, 2008

Black yet mixed, Mixed yet black
Negro contudo mestiço, mestiço contudo negro



Ildi Silva / Alicia Keys

Preta Gil / Jada Pinkett-Smith


Taís Araújo / Beyoncé Knowles


Camila Pitanga / Halle Berry

A few months ago, I had an interesting online conversation with a black American woman who runs an online blog about black women and interracial dating. Without going into the details, she became belligerent when I referred to certain black female American entertainers as “mulattas”. “How dare you call these women ‘mulattos’! They some straight up sistas!”, she wrote. This is very typical of the black American response to racial classification after centuries of racism, segregation and the infamous “one-drop rule” that categorizes as black anyone with any known African ancestry. On the other hand, after many years of racism, exclusion and miscegenation, many Brazilians will tell you in a minute that a “parda”, “mulatta” or “morena”, all terms that could be applied to persons of African descent, is not black. Two totally different systems of racial classfication, right?
Not necessarily.
At the root of both systems of racial classification is the force of white supremacy that associates power, money and beauty with whiteness while blackness is associated with the poverty, ugliness and second-class citizenship. In reality, the only thing that differentiates the two systems of racial classification is description. In Brazil, the term “preto” means black. Some people use the term to describe a person of African descent whose skin is the color of coal or the actual color black. For others, it describes a person who has very little detectable non-African ancestry. In other words, a “pure-blooded African”. The term “negro” also means black but is more often associated with belonging to the “black race” regardless of the phenotype.
In America, the single term black is used in two ways. First, it is the term used to define all people who are of African ancestry, regardless the phenotype. The other way is a description of color similar to how Brazilians use the term “preto”; a very dark-skinned black person. In other words, the difference between actors Wesley Snipes and Denzel Washington is this: they are both black in the racial sense, but Snipes would also be categorized as BLACK in color. The difference is thus in intonation; black and BLACK.
In both countries, beauty also defines how a person of African descent is seen. In Brazil, a person of visible African ancestry who is considered physically attractive may be classified as “mulatto” or “moreno”. In Brazil, terms like “mulatto” or “moreno” are sometimes used as intermediary terms between black and white, while in the US, “mixed”, or “mixed race”, is only used when a person is the offspring of an immediate interracial relationship. In other words, under the US system, people like entertainers Beyonce or Jada Pinkett Smith are considered black while Halle Berry and Alicia Keys are considered “mixed”. The difference here is that Berry and Keys both have one white parent while both the parents of both Beyonce and Pinkett-Smith are considered black. On the Brazilian side, Taís Araújo, Preta Gil, Camila Pitanga and Ildi Silva are all women of various degrees of “racial” admixture but all consider themselves black women.
In the past few decades, the systems of racial classification in the two countries seem to be going in opposite directions. While in Brazil, more people of mixed ancestry are choosing to define themselves as black, in the US, “mixed race” people fought for the right to define themselves as such and to check more than one box on US Census forms.
So which system is better?
I would say both and neither, for both systems are simply the contradictory flip side of a category that is fallacious to begin with!
To Be Continued…

Há uns meses atrás, tive uma interessante conversa on-line com uma mulher negra americana que escreve um blog on-line sobre as mulheres negras e relações interraciais. Sem entrar nos detalhes, ela se tornou furioso quando me referi a algumas artistas negras americanas como “mulatas”. “Como você se atrevem chamar essas mulheres ‘mulatas’! Elas estão negras direitinhas!”, ela escreveu. Isso é muito típico de uma resposta negra americana a questão da classificação racial depois séculos de racismo, a segregação e a infame “regra de uma gota”, que classifica como negro qualquer pessoa com qualquer conhecido ancestralidade africana. Por outro lado, depois de muitos anos de racismo, a exclusão e a miscigenação, muitos brasileiros vão dizer sem qualquer hesitação que uma “parda”, “mulata” ou “morena”, todos os termos que poderiam ser aplicadas às pessoas de ascendência africana, não é negra. Dois sistemas totalmente diferente de classificação racial, né?

Não necessariamente.

Na raiz dos dois sistemas de classificação racial é a força da supremacia branca que associa poder, dinheiro e beleza com a brancura enquanto negrume está associada com pobreza, feiura e cidadania de segunda classe. Na realidade, a única coisa que distingue os dois sistemas de classificação racial é descrição. No Brasil, o termo preto significa “black”. Algumas pessoas usam o termo para descrever uma pessoa de ascendência africana cuja pele é a cor de carvão ou da própria cor preta. Para outros, ele descreve uma pessoa que tem muitas poucas visível características da ancestralidade não-africana. Ou seja, um “africano de sangue puro”. O termo negro também significa “black”, mas é mais frequentemente associado com o povo da “raça negra”, independentemente do fenótipo.

Na América, o único termo “black” é usado em dois sentidos. O primeiro é usado para definir todas as pessoas que são de ascendência africana, independentemente do fenótipo. A outra é uma descrição da cor semelhante à maneira que os brasileiros utilizam o termo “preto”; uma pessoa negra de pele muita escura. Ou seja, a diferença entre os atores Wesley Snipes e Denzel Washington é essa: os dois são BLACK no sentido racial, mas Snipes também seriam classificados como BLACK em cor da pele. Para os afro-americanos, a diferença é, assim, em entonação; negro e PRETO.

Nos dois países, a beleza também defina como uma pessoa de ascendência africana é percebida. No Brasil, alguém de visível ascendência africana, que é considerada fisicamente atraente pode ser classificada como “mulato” ou “moreno”. No Brasil, termos como “mulato” ou “moreno” são as vezes usados como termos intermediários entre negro e branco, enquanto que nos EUA, “mista”, ou “raça mista”, só é utilizado quando uma pessoa é a prole de uma primeira geração relacionamento interracial. Ou seja, no sistema dos EUA, pessoas como as artistas Beyonce ou Jada Pinkett Smith são consideradas negras, enquanto Halle Berry e Alicia Keys são considerados “raça mista”. A diferença aqui é que Berry e Keys ambos têm uma mãe branca, enquanto ambos os pais de Beyonce e Pinkett-Smith são considerados negros. Ao lado brasileiro, Taís Araújo, Preta Gil, Camila Pitanga e Ildi Silva são todas as mulheres de diferentes graus de mestiçagem, mas todos se consideram as mulheres negras.

Nas últimas poucas décadas, os sistemas de classificação racial nos dois países parecem andar em direções opostas. Enquanto no Brasil, mais pessoas de ascendência mista passaram se definir como negros, nos EUA, pessoas de raça mista lutaram pelo direito de se definir como tal, e para marcar mais do que uma caixa na formas do censo Americano.

Então, qual é o melhor sistema?

Eu diria os dois e nenhum, porque os dois sistemas são simplesmente o contraditório outra face de uma categoria que foi errôneo do começo!

Para Ser Continuado…

The adoration of whiteness and the contradiction of black pride/A adoração de brancura e a contradição do orgulho negro

October 10, 2008

Recently I read a chapter in a book that featured essays written by the late Afro-Brazilian militant, Beatriz Nascimento. In the essay, “Our Racial Democracy”, Nascimento wrote of a conversation she had with a black woman in the city of Salvador, Bahia. The woman pointed to her two children, both of “mixed ancestry”, and said, “This one came out almost like me” (referring to the darker child), “but this one came out better, almost blond.” The woman continued, “This way, blacks will disappear and we won’t have the racial conflict like there is in the United States.” In this woman’s opinion, Brazil and Bahia specifically, were examples of a racial democracy. Her reason for believing that a racial democracy exists is the exact reason that I argue that it doesn’t exist: many Afro-Brazilians are indoctrinated to believe that whiteness and being white are better than being black. Because of this, many believe Brazilian society to be free of racial conflict. In comparison to the United States, where there is a history of racial conflict, Brazil truly appears to be a racial democracy. Many intellectuals argue that Brazil doesn’t have racial problems and always portray the country in a positive light in comparison to the United States. What these intellectuals don’t talk about is the fact that the belief in the racial democracy is based on the fact that many Afro-Brazilians in fact accept a submissive, inferior position in Brazilian society. Many desire and will actually admit the desire to have children with lighter skin and more European features until eventually their descendents look European.

This indoctrination which values whiteness is not restricted to only Brazil but also in many countries that have populations composed of African descendents. I will never forget when I was six years old, the mother of one of my male cousins was pregnant. When someone asked what type of sister he wanted, my cousin exclaimed, “I want a white baby with blue eyes!” I also remember a few years ago when members of my family were describing how they felt when their children were born. One of my female cousins remembered how much pride she felt when she saw her first daughter for the first time. She was beautiful and had light skin. Her second daughter was very dark-skinned. With all of her children in the room, my cousin said that she couldn’t believe how black and ugly her second child appeared. She continued, “I couldn’t believe this black and ugly thing came out of me. She looked like a monkey!” Her comments were deplorable. It was a very humiliating experience for her daughter who was devastated. Her daughter, ten years at the time, later told me that she wanted to cry when she heard her mother describe her in that way. Here lies the contradiction about African-Americans: we claim to have so much pride about being black but we also hate being perceived as “too black” or having features that are perceived as being “too African”. Our own obsession with the European standard of beauty is expressed best by the legendary Malcolm X when he said, “The worst crime the white man has committed has been to teach us to hate ourselves.”

Recentemente li um capítulo em um livro que apresenta ensaios escritos pelo falecido militante afro-brasileira, Beatriz Nascimento. No ensaio, “A nossa democracia racial”, Nascimento escreveu de uma conversa que ela teve com uma mulher negra na cidade de Salvador, Bahia. A mulher apontou para seus dois filhos, ambos de “ascendência mista”, e disse: “Este aqui saiu quase como eu” (referindo-se ao filho mais escuro), “mas este já saiu melhor, quase loiro.” A mulher continuou, “Desta maneira, negros vai desaparecendo e não teremos o conflito racial como nos Estados Unidos.” Na opinião da mulher, o Brasil e Bahia especificamente, foram exemplos de uma democracia racial. Sua razão para crer que que existe uma democracia racial é o exato razão que eu digo que ela não existe: muitos afro-brasileiros estão doutrinados que a brancura e ser branco são melhores do que serem negros. Por causa disso, muitos acreditam sociedade brasileira estar livre de conflito racial. Em comparação com os Estados Unidos, onde existe uma história de conflitos raciais, o Brasil parece ser uma verdadeira democracia racial. Muitos intelectuais argumentam que o Brasil não tem problemas raciais e sempres retratam o país em uma luz positiva em comparação com os Estados Unidos. O que esses intelectuais não falam do fato que a crença na democracia racial se baseia no fato de que muitos afro-brasileiros, de facto, aceitar uma posição submissa e inferior na sociedade brasileira. Muitos realmente terem um desejo e admitir o desejo de ter filhos com pele mais clara e características mais Europeia até que eventualmente descendentes parecem europeus.

Esta doutrinação que valoriza brancura não é restrito apenas ao Brasil, mas também em muitos países que têm populações composto por descendentes africanas. Eu nunca vou esquecer quando eu tinha seis anos, a mãe de um dos meus primos foi grávida. Quando alguém o perguntou que tipo de irmã que ele queria, meu primo exclamou: “Eu quero um bebê branco com olhos azuis!” Eu também me lembro que há alguns anos, quando os membros da minha família foram descrevendo como se sentiu quando seus filhos nasceram. Um dos minhas primas lembrava o orgulho que ela sentia quando ela viu sua primeira filha pela primeira vez. Ela era bonita e tinham pele clara. Sua segunda filha tinha pele muito escuro. Com todas as suas filhas no quarto, meu prima disse que ela não podia acreditar quanto preta e feia seu segundo filho apareceu. Ela continuou, “Eu não podia acreditar que esta coisa feia e preta saiu de mim. Ela parecia com um macaco!” Seus comentários foram lamentáveis. Foi uma experiência muito humilhante para a filha dela que foi devastada. Sua filha, que tinha dez anos na época, mais tarde me disse que ela queria chorar quando ela ouviu a mãe dela a descreve dessa forma. Aqui reside a contradição dos afro-americanos: nós nos afirmamos ter tanto orgulho em ser negro, mas nós também odeiamos ser percebido como ser “preto demais” ou ter características que são percebidos como sendo “africano demais”. A nossa própria obsessão com o padrão europeu de beleza é melhor explicada pela lendária Malcolm X quando ele disse: “O pior crime que o branco cometeu foi ter-nos ensinado a odiarmo-nos.”

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